Ao planejar bem o uso do próprio dinheiro, a pessoa está investindo na melhoria de sua qualidade de vida. Não se trata de ganância doentia, mas quem valoriza e defende o dinheiro, naturalmente, está preservando a paz, a saúde e o seu emprego. Acredite, o dinheiro foge de quem não cuida bem dele!
É um erro achar que apenas quem tem muito dinheiro deve se preocupar com a administração financeira; pois quanto menos dinheiro a pessoa tem, mais inteligência financeira é preciso. Não importa quanto se ganha por mês, para o profissional que não sabe cuidar do dinheiro, o país está sempre em crise.
A inteligência financeira é o segredo para manter as finanças equilibradas, já que é ela que dá coerência e lucidez para lidar com o dinheiro. Veja que não faltam exemplos de pessoas que, apesar de terem baixos salários, conseguem viver com dignidade e sem dívidas; enquanto outras que dispõem de salários polpudos vivem endividadas.
Defender o próprio dinheiro requer, sobretudo, disciplina, já que quem o emprega de forma irresponsável, consumindo por impulso e não percebendo pequenos vazamentos de dinheiro, certamente, colherá dívidas e decepções.
Não é exagero falar em decepções, pois as empresas se livram, o quanto antes, de empregados que administram mal o próprio dinheiro, já que para quem gasta mais que recebe, o salário é sempre insuficiente e as preocupações com as dívidas e cobranças geram estresse e comprometem a produtividade, além de aumentar o risco de acidente de trabalho por falta de concentração.
Dessa forma, as dívidas podem ser a senha de acesso ao desemprego, uma vez que a empresa que tem o seu nome vinculado a um profissional inadimplente vê sua imagem ser maculada; logo é, no mínimo, arriscado ser representada por alguém que "deve na praça".
É verdade que algumas dívidas são causadas por fatos inesperados, mas a falta de planejamento financeiro é a causa da esmagadora maioria delas; portanto, também é verdade que o profissional que administra mal o dinheiro sempre acha que ganha pouco, atribuindo a responsabilidade do seu insucesso financeiro à sua empresa que, no seu entendimento, remunera-o mal.
A falta de educação financeira leva muitas pessoas a não perceber que algumas posturas consomem o dinheiro sem qualquer benefício. Por meio de estudos e acompanhamentos, especialistas comprovam que a maioria dos inadimplentes perde dinheiro por uma ou mais das atitudes a seguir:
- deixar luzes acesas e aparelhos ligados na energia elétrica em ambientes em que não há ninguém;
- deixar chuveiros e torneiras abertas por mais tempo que o necessário, às vezes, usando mangueira d’água como vassoura para limpar quintais e calçadas;
- cair na tentação de fazer empréstimo, diante das ofertas de dinheiro fácil;
- consumir combustível com repetidos deslocamentos por falta de planejamento;
- pagar juros embutidos em compras a prazo, perdendo os descontos para pagamentos à vista;
- pagar juros e multas por quitar prestações e contas com atraso;
- usar o limite do cheque especial e parcelar faturas de cartão de crédito; e
- preferir comprar qualquer coisa a poupar parte do que ganha.
Enfim, a defesa do dinheiro é legítima e necessária, já que evita as famigeradas dívidas que roubam a paz das pessoas, prejudicando a carreira profissional, a saúde e a vida particular delas. Portanto, administrar bem o próprio dinheiro é sinal de inteligência financeira, pois “quem não aumenta o fôlego do seu dinheiro, acaba perdendo o fôlego por falta dele”.
Boa semana!
Antônio de Carvalho - Consultor e palestrante sobre motivação, atendimento ao cliente e qualidade de vida no ambiente de trabalho.