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Disputa apertada indica favoritismo da direita

Por: Redação
09/10/2026 às 11h50

No domingo passado, dia 04, o primeiro turno das eleições de 2026 terminou com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) classificados para o segundo turno da disputa pela Presidência da República em uma disputa bastante apertada, o que indicavam as pesquisas, embora essas ora desse um na frente e ora outro. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa à frente, com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença em votos ficou em pouco mais de 2,2 milhões de votos. Os demais candidatos ficaram distante dos dois primeiros colocados: Escritor Augusto Cury (Avante) teve 2,89%, Renan Santos (Missão), 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. Agora o resultado presidencial terá uma segunda etapa no dia 25, quando os dois candidatos se enfrentarão.

Até lá ainda há água para rolar, embora hoje se afirme certo favoritismo para Flávio Bolsonaro.  Além da disputa presidencial, a eleição produziu uma mudança expressiva na composição do Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, o PL saiu como a maior bancada, com 121 deputados eleitos (são atualmente 98 deputados), seguido pelo PT, com 70, e pelo União Brasil, com 46 cadeiras. O resultado coloca o partido de Flávio Bolsonaro em posição de destaque na próxima legislatura. Além disso, no Senado Federal, a força do PL foi ainda mais evidente, pois o partido elegeu 19 dos 54 senadores que estavam em disputa, resultado que fará a legenda chegar a 28 integrantes no início da próxima legislatura, considerando os parlamentares que já possuem mandato.

Essa é a maior bancada de um partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988, ou, seja, um número considerável que mostra o crescimento do partido e da direita. Na sequência aparecem PT, com nove senadores, e MDB, com oito. A eleição para o Senado renovou dois terços da Casa, com 54 das 81 cadeiras em disputa, elegendo dois senadores por estado. Além disso, há outro dado: dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer no cargo, enquanto 18 não obtiveram novo mandato. As outras 27 cadeiras permanecem ocupadas pelos senadores eleitos em 2022, cujos mandatos terminam em 2031.

A mudança do Congresso indica a principio um fortalecimento da direita, que daria a Flávio, em caso de vitória, melhores condições de governar e a Lula, caso vença, lhe dará maiores dificuldades. No entanto, sobre o pleito nacional, ainda que haja fortalecimento do PL, deve-se aguardar a meu ver o resultado das pesquisas mais próximas da eleição e o desenrolar da própria campanha eleitoral, que acontece desde o começo desta semana e seguirá até o dia 25 deste mês. De qualquer forma a exemplo de 2022, a não ser que surjam novos fatos, a disputa promete mais uam vez ser emocionante. Seguiremos acompanhando!

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