Morador faz denúncia sobre suposta queimada irregular no Ecoponto de São Pedro

Nesta semana, um morador de São Pedro, de nome A.A, procurou a redação do jornal “O Regional” para fazer uma denúncia sobre suposta queimada irregular, que estaria ocorrendo no “Ecoponto” da cidade.

O morador disse que é autista e tem hipersensibilidade olfativa aguda, e que a fumaça lhe causa diversos transtornos.

Ele contou que mudou para a cidade em 2019 e que desde então vem se deparando com constantes queimadas e que se surpreendeu ao ver que o “Ecoponto” da cidade estaria adotando tal prática.

“Desde que mudei para São Pedro em 2019 venho tendo muito problema com essas queimadas. Pois além de grandes são comuns aqui na região, ontem descobri um grande crime ambiental: o Ecoponto de São Pedro está realizando queimadas irregulares frequentemente!”, disse o morador.

“Sim o “Ecoponto”, local criado para diminuir os impactos ao meio ambiente. Existem períodos em que o fogo perdura por dia. Nesta terça-feira (dia 05/4) começou mais uma queimada por volta das 17h00 e até agora não parou. Cansado disso, hoje (quarta-feira, dia 06/4), resolvi ir atrás do responsável pelas queimadas e descobri que era o “Ecoponto”. Fiz um vídeo de prova”, destacou ele.

“Eu sofro muito com queimadas pois sou autista. Tenho uma hipersensibilidade olfativa aguda. Minha casa fica totalmente defumada! Roupas no varal ficam fedendo. Eu fico tão nervoso que entro em crises sensoriais. Fico noites sem dormir, como aconteceu a noite passada. Eu simplesmente estou desesperado! Além também de possuir alergia respiratória. Tem períodos que junto com os restos de galhos e matos são queimados também lixo, como embalagens, plásticos, tecidos entre outros”, relata o morador.

Ele contou ainda que já entrou em contato com a fiscalização do Meio Ambiente e que enviou o vídeo para a mesma.

Segundo ele a fiscalização disse que iria investigar os fatos por ele denunciados. A reportagem do jornal entrou em contato com Eric Estorani, responsável pela empresa que administra o local. “Isso não acontece nas dependências do ecoponto, que muitos materiais não podem ser recebidos e motoristas acabam por jogar esses matérias ao lado do ecoponto, ode pessoas e até os próprios motoristas acabam por atear fogo. Tenho até fotografias de pessoas fazendo o descarte de maneira irregular e ateando fogo”, afirmou.

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