Bordadeiras se reúne no Museu Gustavo Teixeira e vendem as peças para comprar Fraldas Geriátricas doadas as famílias carentes do Município

Encontros acontecem todas as terças-feiras, das 14h00 às 16h00; a atividade gratuita é aberta às mulheres

O Museu Gustavo Teixeira passou a ser local de encontro das bordadeiras do Grupo Solidário Matriz Cidade de São Pedro. Todas as terças-feiras, das 14h00 às 16h00, aproximadamente 30 mulheres se reúnem para bordar, ensinar e apresentar as peças que serão vendidas em um bazar com renda revertida para compra de fraldas geriátricas para pessoas carentes do município.

De acordo com o coordenador de Cultura, Ivan Teixeira, além de oferecer para as bordadeiras toda infraestrutura do Espaço Cultural “Gelindo Panfiglio – Gelin”, a intenção é também de contribuir com a valorização e o resgate do trabalho com o bordado ponto cruz. “Não se trata apenas de oferecer o Museu como um local de encontro, mas é um trabalho muito importante para o resgate da cultura do bordado em nossa cidade”, declarou.

Idealizado há 12 anos pela aposentada Teresa Bragaia, o Grupo Solidário Matriz Cidade de São Pedro começou as atividades no dia 11 de março de 2011, quando oito mulheres de reuniram no Salão Paroquial da Igreja Matriz para bordar. “Eu bordo desde os cinco anos de idade e por todas as cidades que morei eu lecionava e ensinava pessoas a bordar. Depois de uma conversa com o monsenhor Boteon, (há 12 anos) demos início a essa ação exclusivamente solidária”, contou Teresa, conhecida na cidade como Tchu.

Ainda sem data marcada para 2022, uma vez por ano, as bordadeiras realizam um bazar solidário para comprar fraldas geriátricas. “Atualmente ajudamos nove pessoas doentes todos os meses. Além disso, os encontros são marcados com socialização, pois estimulamos a bordar, doar e resgatar um pouco da tradição do bordado que não pode morrer”, disse Tchu, ao ressaltar o convite para todas que queiram aprender. “Quem realmente gosta de bordar e ser solidária, pode se juntar a nós. Formaremos uma família do Ponto Cruz”.

Famílias de bordadeiras: Com 93 anos, Mafalda Bilia conta que o bordado ponto cruz faz parte da sua vida. “Quando eu era criança, bordar era a forma de sustento de várias famílias de São Pedro. Dentro de uma casa, homens e mulheres bordavam”, contou Mafalda, que frequenta os encontros com a filha Marli Mafalda Bilia Arthur, de 62 anos.

A aposentada Doralice Siqueira, de 74 anos, também faz parte de uma geração de famílias bordadeiras. “Eu mesma bordo desde os meus oito anos de idade. Naquela época, até quando já estávamos com sono, tínhamos que terminar as encomendas para ajudar no sustento de casa. Era mãe, pai e irmã bordando aquelas toalhas de até três metros de comprimento”, contou Doralice. Além do ponto cruz, as bordadeiras fazem lindas peças usando crochê, oitinho, caseado, ilhós, vagonite e ponto livre. Para saber mais sobre as atividades e fazer parte do grupo de bordadeiras, basta entrar em contato pelos telefones: (19) 3481-6301, com Teresa, ou (11) 99948-5667, com Rosana. Facebook/ Grupo Solidário Matriz Cidade de São Pedro.

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