julho 4, 2022

João Doria disse que deixa vida púbica

Três semanas depois de anunciar que estava desistindo da pré-candidatura à presidência, após ser “abandonado” pelo seu partido, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileiro), o ex-governador de São Paulo João Doria afirmou nesta terça-feira (dia 13), que está deixando a vida pública.

Em curta mensagem no Twitter, ele disse: “A partir do próximo mês, retomo minhas atividades na iniciativa privada. Deixo a vida pública com senso de dever cumprido. Pelos meus erros, peço desculpas. Pelos meus acertos, cumpri minha obrigação”. Doria, que foi eleito prefeito em 2016 e abandou o posto em 2018 para ser candidato a governador sendo eleito naquele ano, com margem apertada, acabou protagonizando disputas internas desde 2016 e aprofundadas em 2018, sendo classificado inclusive como “traidor”. Para ser eleito, por exemplo, usou o voto “BolsoDoria” em alusão ao voto Bolsonaro – Presidente e Doria – Governador, mas logo após, começou a duelar com o presidente da República e por aí vai. No ano passado venceu as prévias do PSDB, com 53,99% dos votos, contra os 44,66% do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite e contra os 1,35% do ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio. A disputa causou sérias rachaduras na legenda e na politica para Dória, Já na semana passada, o PSDB confirmou apoio a pré-candidata à Presidente, a senadora Simone Tebet, que é senadora pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) do Mato Grosso do Sul. Pelo acordo, segundo a mídia nacional divulgou na ocasião, o candidato a vice deverá ser o cearense e senador tucano Tasso Jereissati, empresário, que já governou o estado do Ceará. O grupo da candidata, que já era formado pelo MDB e Cidadania agora oficialmente ganhou a adesão dos tucanos. Como ressaltamos na semana passada, essa é a primeira vez na história do partido que o PSDB não lança uma candidatura à Presidência da República desde 1989. O partido, que já venceu duas vezes, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nas eleições de 1994 e 1998 e governou o Brasil de 1995 à 2002, mas mesmo assim, sempre polarizou, por diversas disputas presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), a preferência do eleitorado brasileiro com o PT (Partido dos Trabalhadores), perdendo esse posto, apenas em 2018, quando não chegou ao segundo turno presidencial. E em todas teve candidato ao cargo máximo da Nação. As urnas em outubro poderão dizer finalmente o tamanho do estrago causado por tanto rachas, prévias e conduções, a meu ver, totalmente equivocadas desse partido. Seguiremos acompanhando!

Francisco Duarte é consultor político. E-mail: franciscoduartecp@gmail.com

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