agosto 14, 2022

Deputada Bebel participa, ao lado de Haddad, da inauguração de fábrica de laticínios do MST

A deputada Professora Bebel com o professor Fernando Haddad, durante a inauguração da fábrica de laticínios – Foto Divulgação

Ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PT, a deputada estadual Professora Bebel (PT) participou da inauguração da fábrica de laticínios Coapar, do MST, no município de Andradina, noroeste do Estado. A inauguração aconteceu na última sexta-feira, 24 de junho, reunindo diversas lideranças do Partido dos Trabalhadores, como o presidente do partido, Luiz Marinho; Gilmar Mauro, coordenador do MST, além do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice-presidência da República na chama encabeçada pelo ex-presidente Lula.

Para a deputada Bebel, a inauguração desta fábrica de laticínio “é um dia histórico para os trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Sem Terra. Sem dúvida, um grande empreendimento que conecta desde o pequeno produtor de leite, passando pela industrialização dos derivados até o consumidor final. Parabéns a todos do MST por mais essa conquista”.

A parlamentar ressalta que fez questão de estar presente ao lado do professor Fernando Haddad e do presidente da Coapar Lourival Plácido de Paula e tantos outros companheiros e companheiras de luta, como o coordenador do MST, Gilmar Mauro, para reafirmar o seu compromisso com o assentamento de famílias no campo. “Defendo a reforma agrária porque é preciso dar a oportunidade para que as pessoas possam produzir e, a partir disso, gerar produtos, alimentos pelo menor preço possível para nossa população e, consequentemente, renda para estas famílias”.

Gilmar Mauro, coordenador do MST, fala da importância da fábrica observada por diversas lideranças políticas, entre elas a deputada Bebel – Foto Divulgação

Haddad afirmou que a Coapar será “fundamental” para o desenvolvimento daquela região.  “Eu tenho uma relação de muito respeito e admiração com o MST e essa fábrica reforça esse sentimento. Olha, o compromisso que temos que assumir é que não há como ter terra improdutiva, enquanto tem gente passando fome”, finalizou Haddad.

Alckmin disse estar “feliz nesta grande indústria do MST em Andradina”. “A história do MST é de luta e conquistas e o cooperativismo da Coapar é um sucesso”, disse Alckmin, vencendo a resistência da plateia.

Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, afirmou que a experiência pode ser expandida pelo país. “Essa inauguração é a celebração da experiência da colaboração, colaborar é importante, crescer juntos. Quando um grupo desistiu dessa cooperativa, alguns jovens decidiram continuar e hoje colhem o fruto dessa insistência”.

A indústria — Em 1989, um grupo de trabalhadores rurais do MST, da região de Campinas, no interior de São Paulo, ocupou a Fazenda Timboré em Andradina, onde começaram a produzir leite.  Em 1997, esse grupo fundou a Cooperativa de Agropecuária dos Assentados e Pequenos Produtores da Região Noroeste do Estado de São Paulo (Coapar). Hoje, a cooperativa alcança 24 assentamentos do MST, distribuídos em 12 municípios.

Entre os trabalhadores do MST, que ocuparam a Fazenda Timboré, estava Lourival Plácido, que hoje é presidente da Coapar e membro da Executiva estadual do MST, que celebrou a inauguração. “É muito importante para toda a região, a inauguração de nossa fábrica hoje. São quase mil famílias assistidas, o que impacta toda a economia local”, contou Plácido, que pretendia ter inaugurado a indústria em 2020, mas o processo foi atropelado pela pandemia. “Quando estávamos avançando com as obras, tínhamos recursos aprovados, depois de todo usar dois anos de silêncio do governo (Michel) Temer, e do boicote do governo de Jair Bolsonaro (PL), que tentou derrubar nosso projeto de R$ 13 milhões para R$ 1 milhão. No final, pressionamos e ficou em R$ 9 milhões”, lembra Plácido. “No entanto”, continua o líder do MST, “veio a pandemia e tudo ficou muito mais caro, principalmente o cimento, que subiu 30%”, explica Plácido.

A obra só foi concluída após a pandemia, quando a Coapar acessou R$ 3,5 milhões na Finapop, programa de crédito criado pelo MST, em parceria com um grupo de investidor.  Com 160 tanques de refrigeração, sendo 100 individuais e 60 coletivos, espalhados em lotes do MST na região, que armazenam leite da produção de 900 famílias, a Coapar pretende produzir 55 mil litros de laticínios por dia e até 2 milhões por mês.

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