Conespi quer a revogação do aumento na tarifa do transporte coletivo da cidade

Posição da entidade foi levada ao presidente da Câmara de Vereadores

O Instituto Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba), entidade que representa cerca de 200 mil trabalhadores da ativa e aposentados de Piracicaba e região, quer a revogação do decreto municipal do prefeito Luciano Almeida que aumenta a tarifa dos ônibus do sistema de transporte coletivo da cidade, que entra em vigor nesta terça-feira, 04 de janeiro. A posição foi manifestada oficialmente nesta manhã de terça-feira, 03 de janeiro, em reunião com o presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Gilmar Rotta, e os vereadores  Ana Pavão, Acácio Godoy e Thiago Ribeiro, quando o vice-presidente do Instituto Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, acompanhado de dirigentes da entidade, entregou documento assinado por 23 entidades sindicais da cidade cobrando do prefeito a revogação do reajuste superior a 16% e eleva a tarifa do transporte coletivo de R$ 4,80 para R$ 5,60.

No documento assinado pelos sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras da Alimentação,  Apeoesp, Bancários, Comerciários, Condutores de Veic. Rodov.e Tr. de Carga, Correios, Domésticas, Frentistas, Gráficos, Hotéis, Bares e Restaurantes, Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Metalúrgicos, Motoristas do Transporte Coletivo Urbano de Passageiros,  Movimentação de Mercadorias, Municipais, Odontologistas, Papeleiros, SIEMACO – Asseio Conservação e Limpeza Pública, Sindicato dos Trabalhadores da Previdência em SP, SINTUSP e entregue à Mesa Diretora da Câmara, é ressaltando que o aumento foi feito sem que a empresa Tupi, que opera o sistema de transporte coletivo tenha pleiteado, assim como sem nenhuma discussão com a sociedade. Também foi lembrado que no edital que a Prefeitura abrirá no próximo dia 24, para a concessão do transporte coletivo da cidade a uma nova empresa, está estabelecido que o preço da tarifa na cidade é de R$ 4,80.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano, João Soares, também lembrou que está havendo reajuste da tarifa, mas há uma defasagem no número de ônibus para servir aos usuários. Atualmente, são 153, enquanto que antes da pandemia do coronavírus eram 199 ônibus, além de 20 carros extras, isso sem contar que boa parte deles não operam nos finais de semana e feriados. O vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Roberto Previde, também lamentou que os comerciários, que são a maioria dos trabalhadores que utilizam o sistema não teve reajuste no mesmo patamar do aumento da tarifa de ônibus.

Paiva argumentou que a reivindicação para que o reajuste seja revogado é justamente para evitar que os trabalhadores paguem mais esta conta. É que com o reajuste, a Prefeitura sinaliza que deixará de subsidiar o transporte em cerca de R$ 1 milhão mensais. No documento, ainda, o Instituto Conespi defende, além do  cancelamento do aumento da tarifa, o início imediato de uma discussão com a sociedade para adotar mecanismos para reduzir o valor das passagens e construirmos o transporte público e gratuito. “Temos disposição e propostas para construir um Sistema de Transporte Coletivo a altura de uma cidade de mais de 400 mil habitantes. Não sozinhos. Mas com representantes dos empresários, dos trabalhadores, estudantes, movimento popular, Câmara de Vereadores e especialistas da área”, defende o Conespi.
Diante da solicitação do Conespi, o presidente da Câmara ficou de procurar abrir uma discussão o mais breve possível com a secretária municipal de Trânsito e Transportes, Jane Franco de Oliveira, e com o prefeito Luciano Almeida. No entanto, explicou que tanto os reajustes das tarifas de ônibus como do IPTU, que estão sendo aumentadas acima da inflação, não passam mais pela Câmara, mas entende que o prefeito deve, sim, discutir com o legislativo estas medidas.

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