Vereador Pedro Kawai reforça trabalho social da AUMA

Nesta terça-feira, dia 04, o primeiro secretário da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Pedro Kawai (PSDB), visitou as dependências da AUMA (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba), localizada na rua Leontino Boscariol, 70, bairro Morumbi, região do Piracicamirim.

Na oportunidade, conversou com a coordenadora da entidade, a Assistente Social, Camila Banzzatto, que também discorreu sobre os problemas de segurança, sendo que desde agosto deste ano, já ocorreram mais de cinco invasões à entidade, em depredações e furto de equipamentos, o que gerou até um Boletim de Ocorrência (668/2018), na Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Camila também discorreu sobre o empenho da entidade para captação de recursos junto ao setor empresarial e da população em geral, além do envolvimento do poder público, com foco principal no Projeto “Brincar e Crescer – Novos Desafios”, orçado em R$ 133.054,85 com recursos do Fumdeca (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), oriundos de repasses de doações do Imposto de Renda, tanto de pessoas físicas (6%) como jurídicas (1%).

O projeto ainda conta com o apoio de lei municipal, em determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente, com o objetivo de financiar programas e projetos que atuem na garantia da promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

“O Fumdeca proporciona importante atendimeno aos autistas”, considerou Pedro Kawai ao avaliar a importância do trabalho da entidade perante estes cidadãos, englobando crianças, jovens e adultos portadores de autismo, sem limite de idade, visando sua inclusão social, em atendimentos realizados por terapia ocupacional, fonoaudiologia, educação física, psicologia, assistência social, clínico geral e pedagógico realizado em pequenos grupos.

Na visita, o vereador Pedro Kawai ratificou a relevância do projeto “Brincar e Crescer”, de responsabilidade de Maria Lígia Brienza, que atende 40 pessoas, com recursos do Fundeca, em custo na ordem de R$ 133 mil, que tem em sua linha de atuação o fato da pessoa com TEA (Transtorno do Espectro Autista), de pessoas que tem pouca ou nenhuma relação interpessoal, ausência na linguagem e comunicação, sendo que a intenção do projeto consiste em criar oportunidades e intervenções, favorecendo e antecipando eventos, ajudando a se organizar para superar os obstáculos impostos pelas disfunções ligadas ao transtorno através das atividades lúdicas propostas.

O projeto tem como objetivo atender crianças e adolescentes através da promoção e ações e atividades que oportunizem a esse indivíduo adquirir na vida prática e diária, na comunicação, e socialização, facilitando a convivência familiar assim como a inclusão social e escolar.

A AUMA atende crianças e adolescentes diagnosticados com o TEA desde o ano de 2000 e, desse período em diante tem como objetivo criar oportunidades de adaptação social de crianças e adolescentes. A Associação ainda faz atendimento de orientação às famílias, tando individual como em grupo, e pela proximidade com os pais, consegue ver as necessidades, agindo assertivamente no encaminhamento para serviços da rede socioassistencial: promove ainda a orientação de estudantes interessados no Transtorno através de parceria com colégios, faculdades e universidades; esclarecimento à comunidade em geral, através da divulgação de temática Autismo, por meio de palestras, orientações e reuniões programadas.

No cronograma de atividades, que tem programação mensal, os participantes se envolvem em brincadeiras com obstáculos, pulam, dançam, balançam, além de outras atividades que favorem e estimulam a conscientização da imagem corporal. Também são inclusas brincadeiras para fortalecer o tônus oro facial, como encher bexiga, soprar língua de sogra, bolinha de sabão e, imitar onomatopeias (palavra escrita que reproduz um ruído, ou outro tipo de som, a exemplo do toque de campainha “ding dong”).

As atividades também envolvem cantigas de roda e suas representações por meio de fantoches, jogos que estimulam a fala e a linguagem (jogo de memória, de encaixe e outros); estimular a troca de figuras por objetos ou ações; treino de banho, vestuário e escovação, utilizando representações concretas, troca de roupas de bonecas e posteriormente em si próprio; estimular o treino da independência na colocação do alimento no seu prato e bebida em seu copo.

Também está incluso no projeto orientações quanto ao processo de comunicação e orientações para atividades em casa, que resultem na continuidade e resultados dos trabalhos desenvolvidos na instituição.

O projeto também contempla a parte metodológica, com profissionais das áreas de fonoaldiologia e terapia ocupacional. Além de incluir os resultados e metas e, com avaliações periódicas, em reuniões técnicas envovendo todos os atores no processo, entre familiares e o próprio paciente.

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