Santa Casa Saúde realizou VII Simpósio do Diabetes alertando sobre a importância do envolvimento familiar

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes celebrado na quarta-feira, (14/11), o Santa Casa Saúde, por intermédio do Saúde Inteligente, promoveu o VII Simpósio de Diabetes. Organizado pelo Centro de Prevenção e Promoção da Saúde, o evento, que aconteceu no Salão de Convenções do Hospital, abordando o tratamento para todos os tipos de diabetes e reforçando o cuidado efetivo com envolvimento não somente do paciente, mas de toda sua família e das pessoas com quem convive.

De acordo com um dos palestrantes, o endocrinologista Alex Lombardi, metade da população que tem o diabetes desconhece o diagnóstico e o aumento de casos a cada ano está relacionado com a mudança do estilo de vida do indivíduo. “Hoje as pessoas se alimentam com produtos processados e industrializados, além disso, o sedentarismo está cada dia mais presente em nosso cotidiano, como o uso excessivo de cigarros, álcool, refrigerantes, que causam a obesidade e que é a porta de entrada do diabetes tipo 2”, explica.

Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes, a família tem sua rotina bruscamente modificada e passa a conviver com novas situações 24 horas por dia. Diversos fatores influenciam para essa mudança brusca da família, como o tratamento farmacológico proposto (comprimidos orais, terapias com insulina, monitorização glicêmica, entre outros), e outros como a adequação da alimentação, prática regular de atividade física, estilo de vida mais saudável, entre outros.

“Atualmente trabalhamos com dois tipos de diabetes: o tipo 1, que acomete crianças e adolescentes e que por ser autoimune, ataca a função do pâncreas que deixa de produzir insulina. Seu sintoma é súbito, pois aparece de uma hora pra hora. Nesses casos, os pais e responsáveis devem prestar atenção nas crianças que apresentam sede excessiva, diminuição de peso, fadiga e aumento do volume de urina. Esses são sinais de alerta”, explica.

O outro é diabetes tipo 2, que acomete 90% da população adulta e é causado por multifatores. Esse tipo não apresenta sintoma e é por isso que metade dos doentes não sabe que tem diabetes.  “Check-up anual é extremamente importante para monitorar o nível de insulina no organismo. No caso de diabetes tipo 2, o paciente precisa entender que é uma doença crônica e sem cura e que para ter qualidade de vida é preciso mudar os hábitos alimentares, praticar exercícios e seguir todas as recomendações médicas”, enfatiza Lombardi.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) estimam que um em cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. Esses números só crescem. Em 2014, a estatística apontava para 422 milhões de diabéticos, um salto em relação aos 108 milhões de 1980. Só no Brasil, entre 2006 e 2016, segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença.

De acordo com a enfermeira do Saúde Inteligente Roberta Libardi, a campanha deste ano foca de maneira mais específica nas complicações do diabetes quando não tratado corretamente e a importância do envolvimento familiar neste processo. “Enquanto profissionais da saúde, acompanhamos de perto a importância do suporte familiar no tratamento da doença e somos testemunhas do quanto este apoio beneficia no controle da glicemia capilar e resultados de exames do paciente”, salienta.

As palestras foram ministradas pelo endocrinologista Alex Lombardi, a clínica geral Andreza Doretto, as psicólogas Leticia, Marília Cordeiro e Paulo Gonçalves, as assistentes sociais Karina Peruche e Luciana Scavassa e a enfermeira Roberta Libardi.

 

 

Foto-Legenda: Enfermeira Roberta Libardi é umas das palestrantes e organizadora da Semana Mundial do Diabetes

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