Piracicaba completa 251 anos. Parabéns a Noiva da Colina!

Na próxima quarta-feira, dia 01 de agosto, o Município de Piracicaba, um dos mais desenvolvidos do interior do Estado de São Paulo, completará 251 anos de fundação.

O nome da cidade vem do tupi-guarani, significado “lugar onde o peixe para”. É uma referência às grandiosas quedas do rio Piracicaba que bloqueiam a piracema dos peixes.
O vale do Rio Piracicaba começa a ser ocupado durante o século XVII, quando alguns colonos adentram a floresta e começam a ocupar as terras ao redor do Rio Piracicaba praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal.
Em 1776 a Capitania de São Paulo decide fundar uma povoação na região, que serviria de apoio a navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê em direção ao rio Paraná e também daria retaguarda ao forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai. A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o Capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decide-se por um ponto localizado a 90 quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu.
A incipiente povoação de Piracicaba é fundada em 1º de Agosto de 1767, na margem esquerda do rio, localizado aproximadamente aonde hoje se situa o Engenho Central e partes da Vila Rezende. A povoação de Piracicaba é ligada politicamente a Itu, então a cidade mais próxima. No ano seguinte, a povoação torna-se freguesia.
O terreno irregular e infértil da margem esquerda provoca a mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio em 1784 e no final do século XVIII a região se desenvolve baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar.
Em 1821 a freguesia é elevada a condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem a Constituição Portuguesa daquele ano. Com a elevação de Vila e o desenvolvimento do cultivo da cana a vila se desenvolve rapidamente. Já em 11 de Agosto de 1822 é realizada a primeira reunião do que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.
Piracicaba ia se desenvolvendo, tornando-se rapidamente a principal cidade de suas redondezas, polarizando outras vilas que dariam origem as atuais cidades de São Pedro, Limeira, Capivari e Rio Claro. Curiosamente, a cidade permanece vinculada ao cultivo de cana-de-açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana- de-açúcar, a região torna-se um dos principais polos de escravidão no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.

Em 1877 a cidade, por intermédio de seu então vereador e futuro Presidente da República, Prudente de Morais, adota a designação atual de Piracicaba, abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição.

O desenvolvimento prossegue de forma mais acelerada: trilhos da Companhia Ituana de Ferrovias atingem a cidade, com a inauguração do ramal ferroviário Piracicaba a Itu no mesmo ano de 1877. Em 1881 é fundado as margens do rio Piracicaba o Engenho Central, que viria a se tornar o maior engenho de açúcar do Brasil nos próximos anos. A cidade começa a substituir o trabalho escravo pelos imigrantes assalariados: Piracicaba recebe importantes contingentes de portugueses, italianos e sírio-libaneses.

Em 1900 Piracicaba firma-se como um dos maiores polos do Estado de São Paulo: é a quarta maior cidade do Estado, possui luz elétrica, serviço de telefone e em terras doadas por Luiz Vicente de Queiróz começa a formação da futura Escola Superior de Agronomia, a ESALQ. Com o certo declínio observado por Itu após 1890, Piracicaba torna-se a cidade principal da região que viria a se transformar na Região Administrativa de Campinas. A cidade de Campinas, naquela época, era menor e mais pobre que Piracicaba.

Apesar de todo o fausto, Piracicaba começou a entrar em uma longa estagnação e leve decadência que atingiria a cidade durante boa parte do século XX. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços da cana-de-açúcar, a economia piracicabana começa a se estagnar. Na tentativa de reversão do cenário, a cidade é uma das primeiras a se industrializar, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor Metal-Mecânico e de equipamentos destinados a produção de açúcar.

A industrialização, ainda muito baseada no ciclo da cana-de-açúcar, impede a queda maior da cidade, mas não a estagnação. A partir da segunda metade do século XX a cidade passa a enfrentar mais uma dificuldade para o seu desenvolvimento: o crescimento da cidade de Campinas e o entorno ao seu redor.

A rápida expansão de Campinas registrada após 1950 causa crise ainda maior em Piracicaba. Não bastasse a sua dependência de uma economia ainda agrícola, Piracicaba agora é obrigada a enfrentar a concorrência trazida por uma cidade que se desenvolve mais rapidamente, de forma industrial e com melhor localização geográfica (mais próxima a Capital do Estado e ao Porto de Santos).

Durante a década de 60 e 70 Piracicaba entra no pior período de sua crise, com uma economia estagnada, sem novos investimentos e perdendo a condição de maior cidade da região, primeiramente para Campinas e depois para Jundiaí. De principal polo regional, Piracicaba vai se alocando como um mero centro local para as cidades ao seu redor e se tornando dependente da próspera Campinas.

É nesta fase que Piracicaba ganha um apelido temerário: “fim de linha”. A expressão refere-se ao mau posicionamento logístico da cidade, pois as ferrovias que aqui chegavam eram na verdade apenas ramais de linhas mais importantes e tal apelido demonstrava a decadência econômica da cidade na época.

A partir da década de 1970 são tomadas ações para alavancar a economia piracicabana. É construída a Rodovia do Açúcar, ligando a cidade a Rodovia Castello Branco e que serviria como uma nova rota de escoamento da produção, bem como garantia de manutenção da influência de Piracicaba na microregião de Capivari. A Rodovia Luiz de Queiróz é duplicada até a Via Anhanguera, melhorando o acesso a cidade e a ligando com a principal rodovia do Interior do Estado. São criados distritos industriais e novas empresas chegam na cidade. Paralelamente, o Proálcool moderniza o cultivo da cana-de-açúcar e ajuda a revigorar a produção canavieira.
Piracicaba reforça sua economia e consegue sair do longo ciclo de estagnação, porém não volta ao status que possuía no inicio do século, até mesmo por ainda continuar a dividir potenciais novos investimentos com a vasta região industrial e tecnológica de Campinas. Mesmo não atingindo o potencial que possuía no passado, a cidade pôde se livrar do triste apelido de “fim-de-linha” e voltar a dias mais promissores por volta da segunda metade da década de 1991.
No inicio do século XX, a cidade vem registrando bons índices de desenvolvimento, recuperando áreas degradadas e aposta na biotecnologia e produtos de exportação para o seu desenvolvimento futuro.

A cidade, apesar de sua longa crise, conseguiu se manter na posição de segunda maior em população e terceira em economia na Região Administrativa de Campinas (atrás apenas de Campinas e Jundiaí) e um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do mundo, além de contar com importante centro industrial e diversas universidades de renome. Piracicaba tem experimentado, sobretudo na atualidade, um grande desenvolvimento econômico e social, além de ser uma cidade com belezas naturais e características de município de médio porte.

O Mirante na Ponte Estaiada sobre o Rio Piracicaba, proporciona uma vista espetacular da cidade, a Rua do Porto, o Engenho Central, as corredeiras do Rio Piracicaba, são apenas alguns dos principais atrativos da cidade, que possui ainda grandes empresas.

A cidade é administrada pelo prefeito Barjas Negri (PSDB) e pelo vice José Antonio de Godoy (PSDB).

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