Desafios da indústria são debatidos por empresários da região de Piracicaba

Desafios da indústria são debatidos por empresários da região de Piracicaba

Pandemia está antecipando mudanças e a chegada da Quarta Revolução Industrial / Manufatura Avançada

Na terça-feira (8/06), Rafael Cervone, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), manteve reunião virtual com industriais piracicabanos, analisando os próximos desafios para o fomento do setor e a retomada do crescimento econômico. Um dos aspectos importantes será a integração maior das cadeias produtivas da América Latina, com o propósito de reduzir a dependência dos países mais desenvolvidos.

 Sobre essa questão, Cervone citou o exemplo das dificuldades atuais referentes aos insumos chineses das vacinas contra a Covid-19 e revelou que tem participado de discussões com diplomatas e representantes de governos latino-americanos. “Temos avaliado a união continental para fortalecer a indústria e a economia, por meio da complementaridade das cadeias regionais de valor”.

No contexto mais específico do Mercosul, Cervone salientou a necessidade de maior entendimento entre os governos, citando as divergências atuais quanto à redução da tarifa comum de importação. “Esta é uma questão muito sensível, pois não temos um grau de competitividade que nos permita abrir tanto nossos portos”, ponderou, apontando os fatores que oneram a produção no Brasil, como impostos elevados, legislação trabalhista anacrônica, burocracia e insegurança jurídica.

O dirigente também expôs a importância das entidades de classe no processo de retomada do crescimento, que será marcado por muitas transformações que estavam em curso e foram aceleradas pela pandemia, como a digitalização da economia, inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e realidade aumentada, cada vez mais presentes na indústria, que caminha de modo mais rápido para a chamada Manufatura Avançada. “Duas instituições ligadas à FIESP, o Sesi-SP, que tem duas escolas em Piracicaba, e o Senai-SP, que possui outras duas, desempenham papel significativo nesse processo disruptivo atual, no qual educação e capacitação profissional são prioritárias”, frisou.

“O CIESP, com seus mais de sete mil associados, é decisivo para captarmos as necessidades e propostas dos industriais de todo o Estado e para a mobilização cívica na defesa dos interesses do setor”, afirmou Cervone. “Quanto mais unidas e aglutinadas em suas entidades de classe, mais fortes serão nossas empresas no relacionamento com o poder público e a sociedade”, observou.

União das casas

A importância da sinergia entre a FIESP e o CIESP reforça o significado das eleições de suas novas diretorias, dia 5 de julho próximo. A Chapa 2 do CIESP, com Cervone na presidência, tem Josué Gomes como primeiro-vice-presidente. E este concorre, em chapa única, à presidência da FIESP, na qual seu primeiro-vice é Cervone, estabelecendo-se, assim, um elo entre as duas entidades. Essa composição atende a um pedido das bases setoriais, que manifestaram querer dirigentes diferentes, mas total união entre as duas casas.

A Chapa 2 do CIESP tem representatividade nos seus 42 departamentos regionais. Conta com número expressivo de mulheres e jovens empreendedores e 52% dos seus membros não tinham qualquer participação na entidade, num processo amplo de renovação. Dentre todos os integrantes, 78% são do Interior. “É um grupo que trabalhará unido pelo futuro das nossas indústrias e pelas pessoas, que são o fator mais expressivo de todas as organizações”, enfatizou Cervone.

Fabio Vitti, um dos líderes da indústria piracicabana, reforçou a relevância da coesão entre as entidades e destacou o fato de Cervone ser uma pessoa com origem no chão de fábrica, conhecedor da realidade do setor e das dificuldades de empreender. Luiz Alberto Soares Souza, integrante da Chapa 2 do CIESP, ressaltou que “nosso grupo mostra que nós, industriais, temos condições de cuidar de nossa casa. Queremos

união com força e conhecimento. Divisão, como já ocorreu no passado, é muito negativa, enfraquece o setor e nossa representatividade”.

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