‘Amigas da Onça’ levam experiências a pacientes do Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba

Com muito humor e alegria, elas cantaram, dançaram e expuseram experiências pessoais para evidenciar a importância da prevenção

O grupo Amigas da Onça, formado por 30 mulheres portadoras e ex-portadoras de câncer de mama, encerraram as atividades alusivas ao Outubro Rosa organizadas pelo CECAN- Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba para compartilhar experiências com pacientes em tratamento. A ação aconteceu na manhã do último dia 29 de outubro.

Com muito humor e alegria, elas cantaram, dançaram e expuseram experiências pessoais para evidenciar a importância da prevenção. “Temos no Grupo mulheres que descobriram o tumor logo no início e estão se curando da doença, mas temos também amigas que se deram conta da doença já em estágio avançado, o que piora muito o quadro clínico da pessoa em todos os sentidos; e é isso o que queremos evitar através da conscientização e da prevenção”, disse Beatriz Zambom, coordenadora das Amigas da Onça.

Ela conta que o grupo nasceu em 2012, no CECAN, através do artesanato coordenado pela psicóloga Pedrilha de Goes Baggi, e que a partir de 2016 passaram a compor novas versões para músicas para levar mensagens de vida, entusiasmo e prevenção a empresas, postos e unidades de saúde, creches e escolas, igrejas e centros comunitários.

“Neste Outubro Rosa, pós pandemia, estivemos nas empresas Candura e Painco; nas escolas estaduais João Alves de Almeida, em Tanquinho, e Comendador Luciano Guidotti, no Jupiá; participamos de lives  com o Rotary Club de Piracicaba e com o vereador André Bandeira para falarmos de “Superação, esperança e amor à vida diante do diagnóstico de câncer” e, finalizando, nos apresentamos a pacientes em tratamento no CECAN”, disse Beatriz.

Ela agradeceu a todas as integrantes do grupo que participaram, as que enviaram vibrações positivas, as que utilizaram seus veículos para a logística das apresentações e à Bete Paccanaro, que confeccionou 850 lacinhos e 250 marca-páginas com apoio de algumas integrantes. “Obrigada Amigas da Onça”.

Segundo Pedrilha, através do conhecimento, da vivência e das experiências das Amigas da Onça, o CECAN reforça o recado da prevenção. “Depois de tudo o que passaram e aprenderam, hoje elas querem mostrar a alegria de viver e estar aqui”, considerou.

Ao encerrar o evento, o médico oncologista Fernando Medina falou da satisfação de receber as Amigas da Onça para ajudar a prevenir o câncer de mama, o mais frequente no mundo e que, só no Brasil, registra mais de 60 mil novos casos por ano. “Precisamos acabar com essa estatística e isso só é possível com o diagnóstico da doença ainda em fase inicial através da mamografia, de forma a diminuir sistematicamente a mortalidade da doença”, disse.

Ele lembra que, no último ano, o CECAN registrou 240 novos casos de câncer de mama, o equivalente a 20 casos por mês; e disse que “a  alegria de ter as Onças dançando e cantando sem medo, mostra que o trabalho do CECAN é vitorioso, porque a Unidade acredita na vida através da prevenção e do tratamento, que tem melhorado muito nos últimos tempos.

“Em 70% dos casos de cirurgias aplica-se a  quadrantectomia com preservação  da mama; a radioterapia também evoluiu muito com novas e modernas máquinas, fazendo com que o tratamento seja direcionado no tumor; assim como a quimioterapia, cujo tratamento é individualizado”, disse.

Ao término das atividades do Outubro Rosa, pães de mel distribuídos aos pacientes em uma iniciativa da ex-paciente Lorenna Bastos. “Um lugar que era pra ser de dor e sofrimento, se transforma em um lugar cheio de bênçãos e luz”, disse a paciente Edilza Lira. “Equipe maravilhosa; lugar abençoado”, considerou Lu Vicentim. “Hoje aprendi mais um pouco; amei participar”, afirmou a paciente Andréia Ribeiro.

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