Bebel discute na Sema viabilização e apoio a hortas comunitárias no município

Bebel discute na Sema viabilização e apoio a hortas comunitárias no município

Com a finalidade de contribuir para que sejam viabilizados e incentivados no município à implantação de projetos de hortas comunitárias, principalmente em áreas escolares e vazios urbanos, a deputada estadual Professora Bebel (PT) se reuniu no meio da tarde desta última quinta-feira, 22 de julho, com a secretária municipal de Agricultura e Abastecimento, Nancy Thame. No encontro, do qual também participaram a presidenta do Centro Comunitário do Vila Cristina, Delvita Rodrigues; o presidente do Conselho Municipal da Juventude, Tiago Fainer, além do advogado Nílcio Costa, que apresentou experiências em outros municípios, e a nutricionista e especialista em segurança alimentar, Natália Gebrin, que atua na assessoria da Sema, foram discutidas medidas para que as hortas comunitárias se tornem realidade na cidade e o apoio da deputada à proposta, que pode ser através da destinação de recursos, por meio de emenda parlamentar ao orçamento estadual.

De acordo com a deputada Professora Bebel, a implantação das hortas comunitárias visa ajudar a combater a fome, que deverá se agravar em função da pandemia do coronavírus, que está contribuindo para ampliar o desemprego. Bebel contou que a ideia surgiu da proposta de utilizar espaços ociosos na área da Escola Estadual João Sampaio, no Vila Cristina, para implantação da horta comunitária, que pode ser um polo multiplicador. “Estou na luta para garantir segurança alimentar dos estudantes nas

escolas públicas, mas entendo que há uma imensa vontade da sociedade de colocar as hortas comunitárias em prática, como forma de ajudar a combater a fome e ao mesmo tempo ser pedagógica no aprendizado dos alunos”, disse, ressaltando a necessidade de também envolver a Secretaria Municipal de Educação.

A proposta de hortas comunitárias, de acordo com Nancy Thame, vem sendo discutida pela Sema, que está elaborando um projeto de lei que o prefeito Luciano Almeida deverá enviar, em breve, à Câmara de Vereadores, para que as hortas comunitárias tenham suas regras estabelecidas em lei, estabelecendo todas as diretrizes e o seu funcionamento, desde a área a ser utilizada até a destinação dos produtos, passando pelo apoio com o preparo do terreno e até o fornecimento de sementes e fertilizantes. A proposta da secretária é utilizar as diversas áreas urbanas do município, inclusive debaixo das redes de energia de alta tensão, até espaços públicos. “A implantação das hortas comunitárias, inclusive, deve contribuir para baratear o custo de vida das famílias”, ressaltou Bebel.

De acordo com a secretária Nancy Thame, apenas 9% dos produtos consumidos em Piracicaba são produzidos no município, apesar de Piracicaba ter 82% do seu território em área rural. Com isso, quase tudo que se consome em Piracicaba é de outras regiões e as hortas comunitárias poderão ser um instrumento para reduzir essa importação de produtos.

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