Por indicação do Deputado Dalben, dupla Durval e Davi é homenageada com Prêmio Inezita Barroso

Assessoria do deputado Dirceu Dalben

 A 5ª edição do Prêmio Inezita Barroso reuniu na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) grandes nomes da cultura caipira e música de raiz do estado. Foram homenageadas 20 personalidades, entre elas, a dupla Durval e Davi (este último, in memoriam), de Campinas, por indicação do deputado estadual Dirceu Dalben.

O Prêmio Inezita Barroso foi instituído por meio da Resolução 910/2016 e é uma homenagem do Legislativo Paulista às pessoas, entidades ou grupos que contribuem significativamente com a cultura caipira de raiz. Em sua 5ª edição, o prêmio foi entregue a personalidades indicadas pelos próprios deputados e também pela sociedade civil.

Para Dalben, as homenagens eternizam o legado de Inezita Barroso. “O intuito deste prêmio é valorizar os artistas da música caipira, como também aqueles que são representados por ela: os trabalhadores rurais, os moradores que viviam no campo e hoje vivem na cidade. É isso o que fazia Inezita Barroso, ela valorizava o artista caipira. O prêmio é uma forma de fortalecer, agradecer e incentivar os homenageados a manterem viva essa cultura que representa tantos cidadãos brasileiros”, disse o deputado.

“Estou muito feliz em poder homenagear a dupla Durval e Davi, dois goianos que vieram ainda meninos para o Estado de São Paulo e superaram muitos desafios ao longo de toda a carreira para manter viva a música sertaneja. São grandes merecedores, este prêmio faz justiça ao trabalho dos dois e de todos os demais homenageados. Meus parabéns a todos”, continuou Dalben.

Durval agradeceu ao deputado pela indicação. “A gente fica muito honrado em receber o Prêmio Inezita Barroso, ela que é um dos maiores mitos da música e do folclore brasileiro. Quero agradecer ao deputado Dirceu Dalben pela indicação e por poder receber, em nome da dupla Durval e Davi, este troféu maravilhoso. Tenho certeza que o Davi, onde estiver, também está muito orgulhoso. Muito obrigado, deputado”, falou o músico, que apresentou um dos grandes sucessos da dupla durante o evento, “Vida pelo Avesso”.

 

Breve histórico da dupla Durval e Davi

Os irmãos Gildemar José Rocha, conhecido como Durval, e Expedito José Rocha, conhecido como Davi, nasceram na cidade de Goianésia (GO), em uma família simples. A trajetória de luta e sucessos da dupla sertaneja raiz começou cedo, em 1971: Durval tinha apenas 11 anos quando, ao lado de Davi, com 14 anos, venceram um festival regional de música, ganhando um prêmio em dinheiro e a oportunidade de gravar seu primeiro disco, em São Paulo, pela gravadora RCA.

Em 1972, os meninos partiram para São Paulo e tiraram a primeira carteirinha da Ordem dos Músicos. Por problemas particulares, não foi possível gravar com a RCA, mas, no ano seguinte, Durval e Davi gravaram seu primeiro LP na Continental. Ainda sem um nome definido, a dupla foi lançada como “Os dois goianos”. O nome Durval e Davi surgiu logo após, com o apoio de uma pesquisa realizada pela Rádio 9 de Julho. Entre mais de 5 mil cartas com sugestões, estavam os nomes Saul e Davi e Daniel e Durval e foi daí que surgiu o nome da consagrada dupla sertaneja.

O primeiro sucesso de Durval e Davi veio logo com o primeiro LP: a música “Minha Mãe é uma Santa”. As canções “A Gaivota” e “Buscando a Felicidade” também foram muito bem aceitas pelo público.

O grande sucesso, porém, que rendeu aos meninos o primeiro disco de ouro, foi a música “Meu Natal sem Mamãe”, lançada em 1975, no terceiro LP da dupla, que teve quase 300 mil cópias vendidas. A partir daí, os garotos ganharam mais notoriedade – participavam de diversos programas de rádio e também faziam shows em circos.

Quando Davi atingiu a maioridade, os garotos tiveram problemas com o então empresário, com quem moravam em São Paulo. Chegaram a viver alguns meses na rua, dormindo nos bancos da Praça Princesa Isabel e sobrevivendo com água e sanduíches de sardinha. Com pouca idade e pouca experiência, Durval e Davi tiveram que aprender “a se virar” sozinhos. Viajavam de ônibus para fazerem os shows nos circos e, por vezes, precisavam emprestar dinheiro dos donos dos circos para poderem voltar para casa.

Seguiram a carreira neste vai e volta, altos e baixos, até que saíram da gravadora e foram recomeçar no Sul do país. Viveram em Criciúma (SC) por quase três anos, tocando e cantando em bailões e clubes. Com uma situação um pouco mais confortável e muita fé em Deus, retornaram para SP para resgatar o nome Durval e Davi.

Em 1980, a dupla chegou à cidade de Sumaré (SP). Moraram ali por cerca de 15 anos, no período em que conquistaram novamente o sucesso. Depois, mudaram-se para Campinas (SP), onde Durval vive até hoje e onde também vivia Davi, até seu falecimento, em 2020.

Era 1984 quando a dupla conheceu o empresário José Reinaldo. Voltaram para a gravadora Continental e, no ano seguinte, lançaram o sétimo disco, em que a música “Mentira” foi um dos destaques. Em 1987 veio o oitavo disco, intitulado “Gosto de Saudade”, que rendeu à dupla o segundo disco de ouro, com 120 mil cópias vendidas. A música “Vida pelo Avesso” foi um dos sucessos e marcou definitivamente a história de Durval e Davi – a canção, inclusive, foi regravada em 2021 por Roberta Miranda. “Mistério” também é uma das músicas que contribuíram para alavancar novamente a carreira dos jovens, que se tornaram referência para as duplas sertanejas românticas dos anos 90.

Em 1992, Durval e Davi gravaram o último vinil, chamado “Faróis”. Uma gravação independente, que teve como sucessos “Vou Quebrar o Pau” e “Zé Pedreiro” e também rendeu disco de ouro aos irmãos. Em 1994, gravaram o primeiro CD, com o nome “Dose Dupla”, que reuniu seus maiores sucessos. Em 2003, veio o último CD, intitulado “Grandes Sucessos Sertanejos”, com 15 regravações. A partir daí, Durval e Davi decidiram apenas fazer shows em feiras, exposições, rodeios e participar de gravações de CDs e DVDs de amigos.

Em 2008, surgiu a oportunidade de gravar um novo CD e o primeiro DVD da dupla, que contou com as participações especiais de César Menotti e Fabiano, Matogrosso e Mathias, Dani e Danilo, Marco Brasil, André e Adriano, João Bosco e Vinícius, Teodoro e Sampaio e da dupla Phauna e Thuira. A gravação aconteceu no dia 6 de agosto de 2008 na Festa da Facira (Feira Comercial e Industrial de Araraquara). Entre as músicas mais famosas estão “Mania de Querer”, “Não Passou de um Sonho” e “Ser Feliz”.

A dupla encerrou-se em 5 de julho de 2020, com o falecimento de Davi devido a uma hemorragia. Ele tinha 63 anos e estava internado no Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP).

“Sem dúvidas, ao lado de seu irmão, Davi deixou seu nome registrado na história da música sertaneja raiz e um grande legado, que continua sendo propagado pelo querido Durval”, finalizou Dalben.

Confira todos os homenageados do 5º Prêmio Inezita Barroso:

– Durval e Davi (Campinas)

– Orquestra Filarmônica de Violas (Campinas)

– Rubinho Veio – Cururueiro de Tatuí (Tatuí)

– Grupo Raiz de Violas (Mairiporã)

– Irmãs Jacó (Assis)

– Craveiro e Cravinho (Pederneiras)

– Luiz Honório de Oliveira (Itapetininga)

– Mariângela Zan (São Paulo)

– Orquestra de Viola Caipira de Franco da Rocha

– Orquestra Municipal de Viola Caipira de Mirante do Paranepanema

– Orquestra de Violeiros Ouro na Serra (Guapiara)

– Donizete dos Santos (São José do Rio Preto)

– Ademar Braga (Pindorama)

– Grupo de Viola Raiz Sertaneja de Pirapozinho (Pirapozinho)

– Grupo Rancho Alegre de Viola Caipira (Presidente Bernardes)

– Leyde e Laura (São Paulo)

– Tião Goiano e Paraguaçu (Ouro Verde / Paraguaçu Paulista)

– Ranulpho Faria (Franco da Rocha)

– Juliana Andrade (São Paulo)

– João Miranda (Teodoro Sampaio)

Read Previous

Dupla Claudemir & Moises levou sertanejo raiz ao Varejão da Raposo Tavares

Read Next

Polo Astronômico faz sessão especial para observação do eclipse lunar total em Amparo-SP

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.