Festival Curau comemora 10 anos com programação hibrida, mesclando online e presencial

A décima edição do festival é uma grande celebração de sua trajetória em Piracicaba. Coroando essa década de atuação na cidade, o Instituto Curau lança ainda um livro que conta essa história, homenageando também todos os grupos e pessoas que já passaram pelas edições anteriores e o fizeram acontecer. Os quatro dias de festa mesclam programação online e presencial, com shows, oficinas, brincadeiras para as crianças e roda de conversa

Entre os dias 25 e 28 de novembro (sexta-feira a domingo) o Festival Curau – Culturas Regionais e Artes Urbanas, comemora 10 anos de história em Piracicaba. Realizado desde 2012, pelo Instituto Curau, com parceria da Secretaria Municipal da Ação Cultural de Piracicaba, ele tem como proposta promover encontros e fomentar diálogos entre gerações, por meio da cultura popular.

Nesta décima edição, comemorativa, o Instituto Curau lança um livro recordando a história dessa festividade, cujo princípio é o fortalecimento das culturas populares, tradicionais, indígenas, negras e de seus protagonistas. Inteiramente gratuito, como sempre, dessa vez, a programação mescla atividades presenciais, realizadas entre a Casarão Hip Hop Oscar Rosa, na sexta-feira, a Casa do Povoador, no sábado, e o bairro rural de Anhumas, no domingo, com apresentação de dança, oficinas de turbante e samba de lenço, roda de prosa, exposição, shows e brincadeiras regionais para as crianças. No formato online, o público poderá conferir projeções de documentários e apresentações musicais, disponibilizadas nos locais indicados e no Youtube (https://www.youtube.com/festivalcurau), além da tradicional feira de economia solidária, que segue no site do Instituto Curau (www.institutocurau.com.br).

O início do festival, no dia 25, quinta-feira, é marcado pela participação de membros do Instituto Curau, em uma sessão da Câmara dos Vereadores. O coletivo foi convidado a ocupar a tribuna por 10 minutos, dizendo sobre a trajetória da festividade na cidade e a importância da salvaguarda das culturas populares, bem como de seus fazedores.

No dia 26, sexta-feira, a programação presencial acontece inteiramente na Casa do Hip Hop. A primeira atividade, às 17h, é uma Oficina de Brincadeiras Populares Piracicabanas, com Priscila Lima, mulher preta, professora e mestra em educação física. Ela, que é também pesquisadora dessa temática, explora com crianças, famílias e interessados na história da cidade brincadeiras que remetem a chegada dos imigrantes de origem Trentino e Tirolesa – sendo a primeira uma província italiana e a segunda uma região histórica localizada entre Itália e Áustria. Esses povos, ao chegarem em Piracicaba ocuparam os bairros rurais de Santana e Santa Olímpia e lá preservaram boa parte de

sua cultura, entre algumas brincadeiras como Anjolin veni qua, Enrola fumo, Mena la polenta, Carimbameba, Pé na lata e Bequili, recordadas por Priscila nessa oficina.

No mesmo dia, às 18h30, Mestra Ediana Arruda Raetano realiza, também para crianças, uma oficina de turbante, símbolo de empoderamento e beleza da cultura afro. Logo na sequência, às 19h, ela também conduz uma oficina de Samba de Lenço, com o grupo Mestre Antônio Carlos Ferraz, fundado em homenagem ao seu avô, ícone dessa tradição em Piracicaba. Para participar das oficinas não é necessária inscrição prévia. No fim do dia, os formatos presencial e online se misturam, na projeção simultânea, na Casa do Hip Hop e Youtube (https://www.youtube.com/festivalcurau) dos mini documentários Samba de Lenço e Batuque de Umbigada, respectivamente às 20h e 20h30.

A programação do dia 27, sábado, por sua vez, é realizada na Casa do Povoador. Entre 14h e 16h, acontece o lançamento do livro Curau 10 anos em uma roda de prosa que toca em diversos pontos levantados por essa festividade, como as culturas populares e seus fazedores e o impacto do Curau na história da cidade durante essa década de atuação. Neste mesmo horário, é aberta a exposição Folheando, de Viviane Gatti Braga Aranha. Ela utiliza as folhas como suporte para bordados com linhas coloridas, que se transformam em trabalhos repletos de textura remetendo não apenas aos lugares da memória individual, mas também a uma intricada relação com afetos e percepções sobre a cidade. A mostra fica aberta até às 17h.

A grade do sábado segue, às 16h30, com a apresentação dos Grupos de Dança da Casa do Hip Hop, que contemplam as Danças urbanas, Popping, Locking, Dancehall e Krump. No formato híbrido, com projeções ao vivo e transmitidas também pelo Youtube, o público assiste ao minidocumentário Festival Curau 10 anos, produzido pelo REC Coletivo Audiovisual, às 17h, na sequência, às 18h, entra em cena o show da cantora Bebé, abrindo caminhos para Chico César, projetado às 19h. A DJ Paina começa a discotecar na Casa do Povoador, ao vivo, a partir das 20h, encerrando a programação do sábado.

O último dia da dessa edição de comemoração do festival tem o bairro rural de Anhumas como cenário, com ênfase nas tradições da viola caipira e da música sertaneja, começando às 13h30, com uma apresentação Cururu, com os repentistas Luizão do Pau D’Alho e Mauro Bortoleto. Às 14h30, é a vez de Luana Iris subir ao palco, mesclando viola caipira e hip hop. Às 15h30, Canários da Terra, trio formado pelos violeiros João do Valle e Orodino e o sanfoneiro Paulinho, cantam modas e canções sertanejas de raiz, entre algumas de autoria própria e sucessos do gênero. Às 16h30, a dupla formada por pai e filho, nos anos 90, Pedro e Pedrinho, continuam no embalo da música sertaneja de raiz. As projeções da vez, ao vivo e via Youtube, são do Encontro de Viola Caipira e apresentação de Cururu, a primeira às 17h30 e a segunda às 18h.

Sobre o Festival Curau – Culturas Regionais e Artes Urbanas O projeto é realizado de maneira colaborativa desde 2012 sob coordenação do Instituto Curau, formado por um grupo de artistas e produtores piracicabanos, em parceria com a Secretaria Municipal da Ação Cultural de Piracicaba, instituições públicas e privadas, grupos, coletivos, bandas e mestres da cultura popular. Já passaram pelo palco do

festival nestes oito anos de realização artistas como B Negão e os Seletores da Frequência, Thaíde Fanta Konatê, GOG, Banda de Pífanos de Caruaru, Dub Fx (Austrália), Mundo Livre SA, Metá Metá, Orquestra Contemporânea de Olinda, Mestre Môa do Katendê, Ilú Obá de Min, Francisco El Hombre, Lia de Itamaracá, Luedji Luna, Drik Barbosa, entre outros.

SERVIÇO Festival Curau – Culturas Regionais e Artes Urbanas De 26 a 28 de novembro (sexta-feira a domingo) Inteiramente gratuito

Dia 26 Local: Casarão Hip Hop Oscar Rosa, Rua Roma, n°575 – Santa Terezinha Dia 27 Local: Casa do Povoador, na Av. Beira Rio, s/n – Centro Dia 28 Local: Anhumas – Rua Rosa Francelina de Abreu n°500, na Lanchonete e Pizzaria Anhumas

Projeções transmitidas presencialmente nos locais indicados para cada dia de atividade e online no Youtube do Festival: https://www.youtube.com/festivalcurau Feira de economia solidária e programação podem ser acessadas em: www.institutocurau.com.br

Assessoria de imprensa: Mariana Zoboli do Carmo assessoria.mariana.zoboli@gmail.com (11) 9.8971 0773

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