Ciaporã: Projeto de artes integradas aborda povos indígenas da região de Piracicaba

Ciaporã: Projeto de artes integradas aborda povos indígenas da região de Piracicaba

Estreia aconteceu nesta terça (26) no Espaço Pipa; apresentações presenciais ocorrem em pontos históricos da cidade no mês de novembro

O projeto de artes integradas “Ciaporã: da Casa do Povoador à Lagoa das Almas” iniciou a temporada de apresentações presenciais nesta terça-feira, dia 26 de outubro, no Espaço Pipa (Associação Síndrome de Down) de Piracicaba, às 15h00. O evento é gratuito e aberto ao público.

A iniciativa é apoiada pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc nº 14.017/2020, com realização do Governo Federal, Prefeitura de Piracicaba e Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo.

Ao longo do mês de novembro, as apresentações passarão, ainda, pela Casa do Povoador (dia 21), Monte Alegre (27) e Parque do Mirante (28). Em dezembro (3), a programação reúne o lançamento de uma videodança, em local a ser confirmado.

A performance, que reúne dança, música e vídeo, explora a temática dos povos indígenas Paiaguás, índios canoeiros que habitaram Piracicaba, o embate entre o colonizador e o colonizado e conceito de “Espírito do Lugar”, de viver às margens do Rio que corta a cidade, como representado também pelo trabalho de Elias dos Bonecos, figura emblemática da tradição cultural do município.

Lua bonita: 

Ciaporã quer dizer “lua bonita”, aquela refletida em águas batizadas pelos Paiaguás, e posteriormente renomeada de “Lagoa das Almas” pelos colonizadores. O projeto é desenvolvido e idealizado pelas artistas da dança Carolina Moya e Julia Giannetti e surge como forma de dar prosseguimento às pesquisas que deram origem ao projeto “Outras Margens do Rio”, criado pelas mesmas profissionais.

“Essa produção, que partiu do encontro simbólico entre o rio e a cana-de-açúcar, desdobra-se em tornar visível o extermínio da ancestralidade originária Paiaguá, etnia que tinha um forte vínculo com a Bacia do Paraná, inclusive com o rio Piracicaba”, afirma Carolina Moya, uma das idealizadoras.

“A cadeia de produção da cana-de-açúcar, nesse projeto, se mostra representada no processo de desmatamento do estado de São Paulo para a monocultura e do apagamento dos rastros indígenas, ao escravizá-los para o trabalho”, contextualiza Julia Giannetti.

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