agosto 19, 2022

Cerca de 450 alunos do ensino fundamental visitaram a Exposição da Revolução de 1932

Foto divulgação

Para comemorar as nove décadas da Revolução Constitucionalista de 1932, a Escola Estadual José Abílio de Paula (JAP), recebeu na quarta-feira, 6, a Exposição Revolução Constitucionalista de 1932. Idealizada pelo historiador Paulo Tarso de Oliveira Pereira, diretor da Emeb Professor Benedito Modesto de Paula, a mostra recebeu a visita de aproximadamente 450 alunos do ensino fundamental.
Com cartazes feitos pelos estudantes, fotos, réplicas e objetos de seu acervo pessoal, o diretor conta que é a quarta vez que realiza uma exposição com esse tema. “Foram três vezes no Museu Gustavo Teixeira, e agora, por conta da reforma da nossa escola, fomos acolhidos aqui no JAP e achei muito oportuno realizar neste espaço com os nossos alunos”, disse o diretor, que recebeu as turmas com o professor José Renato Rinaldi.
O interesse por materiais utilizados no confronto entre as tropas paulistas e as forças do governo de Getúlio Vargas surgiu há alguns anos na vida do diretor. “Quando morava em São Paulo, sempre ouvia conversas dos meus avós sobre essa luta do povo paulista para implantação de uma nova lei para Constituição. Como sempre gostei de história, fui em busca de objetos, documentos, fotos e peças usadas pelas tropas da época”, contou Pereira.
Na exposição, os alunos puderam conferir objetos como capacetes feitos de metal em modelos inglês e francês, baioneta de fuzil Mauser de 1908, espada alemã de cavalaria e até réplicas de granadas. “Essa luta foi necessária. Com Getúlio Vargas não tinha Constituição, não tinha lei e não tinha nenhuma segurança jurídica. Um estado legalista como São Paulo precisava da Constituição”, considerou.
Tanto em sala de aula quanto em exposição, o historiador ressalta a importância de se comemorar a data da Revolução de 32. “Essa data representa nossas conquistas democráticas feitas com muita luta. Para termos liberdade, temos que continuar lutando. Não podemos, jamais, negociar nossa liberdade”.
História da revolução: Com o objetivo de derrubar o governo do presidente da época, Getúlio Vargas, a Revolução Constitucionalista de 1932 foi um movimento armado ocorrido entre julho e outubro daquele ano. Mais do que buscar interesses paulistas, os embates com o governo central tinham caráter democrático, pois reivindicavam uma nova Constituição. Com um governo provisório, mas de amplos poderes, o presidente da época fechou o Congresso Nacional, aboliu a Constituição e depôs todos os governadores. A população, bastante insatisfeita, iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, onde o conflito resultou na morte dos jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade.
Depois disso, a sigla MMDC, iniciais dos nomes ou sobrenome dos mortos, passou a denominar uma sociedade secreta contra o governo central. A revolução acabou eclodindo no dia 9 de julho, sob o comando dos generais Bertolo Klinger e Isidoro Dias. O confronto se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Vargas. Aproximadamente 900 pessoas morreram nos combates. O presidente ficou no poder até 1945, mas em 1934 foi promulgada uma nova Constituição, dando início a um processo de democratização.

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