Por 5 votos a 3 Câmara de Águas de São Pedro rejeita nova CP contra prefeito Paulinho Barboza

Na segunda-feira, (23), durante a 6ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Aguas de São Pedro, por 5 votos contrários, foi rejeitado um pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Paulinho Barboza (PSDB), proposto pela AMAAS (Associação dos Moradores e Amigos de Águas de São Pedro), que relata supostos uso indevidos de cargos comissionados por parte da gestão atual, relacionados a área da saúde.

A denúncia se baseia na condenação em um processo que envolve o vereador Marcelo Pato (PSD).

O vereador e ex-prefeito Marcelo Bueno, o Pato (PSD) usou a Tribuna da Câmara para pedir a abertura da CP e afirmar que em seu entendimento as contratações seriam irregulares, citando que existiriam TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) sobre o assunto.

“Isso ai é não ter medo da Justiça. Não ter medo da lei. A AMAAS juntou uma condenação minha, de quando eu fui prefeito porque fui condenado pela contratação de um chefe de cozinha e dois meses antes de um sair do cargo, o Ministério Público do Trabalho, propôs um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e é o mesmo departamento de Recursos Humanos. É uma denúncia que já vem com a condenação. A administração veio e respondeu, provou nos autos, juntou documentos contra ela”, ressaltou Marcelo Pato.

A vereadora Maria de Fatima Scaranelo – Meri (PSDB), argumentou que a denúncia sequer se refere a qual artigo em que o prefeito estaria enquadrado ao ser denunciado pela AMAAS.

“A denúncia já veio com julgamento antecipado e sem embasamento jurídico, porque nem investigou e já pede a cassação. Nessa (votação) o vereador Marcelo tem que estar impedido, porque foi condenado também”, destacou a parlamentar, que é líder de Governo na Câmara Municipal.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Manoel Azevedo Noronha Filho, o Nelinho Noronha (PT) deixou claro que “conseguiu passar” uma comissão anterior, demonstrando que está interessado nos processos contra o prefeito Paulinho Barboza e também se referiu que os vereadores “levam vantagens”.

“Em 2017 passou por aqui uma denúncia do Carnaval que essa Câmara não acatou, mas que está no Ministério Público e Tribunal de Contas. O MP quer saber o que aconteceu. Vou falar o que? O prefeito comprou a maioria. É mais uma denúncia que está entrando. Enquanto vocês tiverem blindando o TCE e o MP estão achando os erros. Geralmente os vereadores da base do prefeito não querem. Estou medindo as palavras para tentar não prejudicar. A tente vai ter que dizer a verdade, aconteceu isso e por isso que a comissão não anda, a não ser aquela que eu consegui passar, porque dois vereadores estavam impedidos. Não tem logica barrar isso ai a não ser que levem vantagens (citando o nome de dois vereadores). Eu sou muito claro de falar, eu não tenho medo de falar. Eu acho que temos que mostrar que o prefeito tá certo e para mostrar que o prefeito tá certo tem que investigar. Se não tiver nada vamos chegar aqui e deixar transparente”, disse o presidente da Mesa Diretora em tom de ameaça aos vereadores, antes da votação.

Colocado o pedido em votação o mesmo foi rejeitado, sendo aprovado somente pelos vereadores Marcelo Pato (PSD), Célio Nascimento (PSD) e Edilene da Saúde (DEM), todos do bloco oposicionista.

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