Bebel diz que vacinação dos profissionais da educação é vitória da luta travada pela categoria

Bebel diz que vacinação dos profissionais da educação é vitória da luta travada pela categoria

Para a presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a deputada estadual Professora Bebel (PT), o  anúncio nesta última quarta-feira, 19 de maio, pelo governador João Doria, de ampliação da vacinação contra a covid-19 para os profissionais da educação, entre eles os professores, com idade entre 18 e 46 anos, a parir do dia 21 de julho, é uma grande “vitória da luta” travada pela categoria.  Bebel ressalta que a Apeoesp vem lutando pela vacinação de todos os profissionais desde o anúncio do Plano Estadual de Imunização, em 6 de dezembro de 2020, no qual essa possibilidade não estava prevista.

A deputada Professora Bebel destaca que “nosso Sindicato enviou ofícios ao governador João Doria e ao secretário da Educação, Rossieli Soares, naquela data e desenvolveu uma campanha com esse objetivo. Em março o governo anunciou a vacinação, mas a restringiu aos maiores de 47 anos. Foi, sem dúvida, uma conquista, mas não concordamos com a restrição e passamos a reivindicar e pressionar pela vacinação de todos e todas, independentemente de faixa etária. Para tanto, não apenas oficiamos novamente ao governador e demais autoridades, como mantivemos e ampliamos a nossa campanha. Nesta semana, o Ministério da Saúde informou que essa vacinação será feita em nível nacional e, agora, o governador anuncia esse novo plano de vacinação”.

Para a presidenta da Apeoesp, a vacinação é fundamental em função da natureza do trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação, quando em aulas presenciais. “Porém, é importante salientar que de acordo com a sentença em vigor, da juíza Simone Casoretti, em ação movida pela Apeoesp e outras entidades da educação, para que haja o retorno a aulas e atividades presenciais nas escolas, além da vacinação da população, é necessário haver controle da pandemia e condições de segurança sanitária nas escolas. De acordo com a sentença, as aulas e atividades presenciais não podem ocorrer nas fases vermelha e laranja”, diz.

Bebel diz que o anúncio da vacinação “é um grande avanço e isso inevitavelmente vai dando uma segurança maior para que os professores consigam trabalhar, mas não dá para falar em retorno já no segundo semestre”. No entanto, para Bebel, o retorno deve acontecer após todos os profissionais receberem as duas doses das vacinas. “Precisa esperar a imunidade acontecer”, disse. A aplicação da segunda dose aumenta a imunização contra a Covid. Além disso, é preciso esperar de 10 a 20 dias para que o sistema imunológico crie a resposta imune, segundo especialistas. Por isso, a Apeoesp enviará um novo ofício ao governo estadual pedindo que o retorno das aulas aconteça após a imunização completa dos profissionais.

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