Sessão é marcada por tumultuo e abuso de autoridade do presidente da Câmara de Águas de São Pedro

Nesta segunda-feira, (23), durante a votação de um pedido para abertura de uma Comissão Processante e posteriormente, a sessão da Câmara Municipal de Águas de São Pedro foi marcada por diversas interrupções encabeçadas pela esposa do presidente, Gabriela Noronha seguida de pessoas que acompanham as sessões e fazem constantes manifestações pela cassação do prefeito. Essas pessoas normalmente viam os vereadores da base do prefeito e aplaudem os opositores. Outro fato que marcou a sessão foi a proibição por parte do Presidente da Mesa Diretora, Nelinho Noronha (PT) de que os vereadores aliados do prefeito Paulinho Barboza (PSDB) utilizassem a palavra livre durante os trabalhos legislativos.

O vereador Valdir Gibim (PRB) foi interrompido enquanto estava agradecendo os Guardas Municipais, pelo período que esteve a frente da Secretaria de Segurança Pública e Meio Ambiente.

“Eu vou fazer o seguinte. Vamos pular a palavra livre e ir para a votação”, que foi rebatido por Anderson Cardoso (PR), que disse que “não iria pular a palavra livre”.

Nelinho respondeu “Ou vereador quem dá ordem aqui sou eu”.

Em seguida pulou a fase, ao solicitar a palavra a vereadora Meri (PSDB), ouviu a resposta que estava “suspensa a palavra livre”, sendo interpelado pela vereadora qual era o artigo do Regimento Interno no qual ele embasava sua decisão, não respondeu.

“É uma vergonha. Ditador”, afirmou o vereador Anderson Cardoso (PR), que é também segundo secretário da Mesa Diretora.

“O senhor cerceou as palavras dos vereadores”, destacou Anderson Cardoso.

Nelinho Noronha rebateu e em tom de deboche que quando os vereadores assumissem a Mesa poderiam fazer o mesmo.

“Vamos fazer o seguinte vereador, quando você ganhar a Mesa faça o que você quiser”, disse Nelinho.

“Eu quero que você respeite o Regimento Interno. Seu ditador. Você cerceou a palavra da vereadora. Crie vergonha nessa cara rapaz. Tem que passar um óleo de peroba na cara, é muita cara de pau”, completou Anderson Cardoso.

Noronha pediu que contasse em ata, assim como Anderson Cardoso solicitou que constasse o cerceamento do direito dos vereadores usarem a palavra na sessão.

Durante a mesma sessão, o vereador Nelinho Noronha acusou também o secretário de Saúde de ser “malandro”.

“O que eu falo eu não volto atrás. O secretário de saúde é malandro”, repetiu Noronha, que mais uma vez foi aplaudido por sua esposa e demais acompanhantes.

Sem, mais sem menos e para surpresa dos vereadores e demais presentes, Noronha Filho encerrou a sessão durante a votação de um projeto, que se refere repasse de recursos do DADETUR (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias Turísticas) que não pode ser votado, diante da determinação de Noronha.

No entanto, Noronha exibiu um vídeo de sua irmã, presidente da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Bebel Noronha e deu a palavra a professora Sheila Fernandez, exonerada recentemente do cargo de secretária municipal de Educação e Cultura.

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