Enfrentamento ao coronavírus gera nova realidade em São Pedro

Enfrentamento ao coronavírus gera nova realidade em São Pedro

A primeira semana das medidas adotadas no município de São Pedro para combater a pandemia do coronavírus foi de adaptação a uma nova realidade. Sempre com foco na prevenção e proteção da população, a Prefeitura adotou medidas como a barreira sanitária, instalada em três portais da cidade desde o dia 24 e desinfecção das ruas, realizada desde o dia 26 em vários pontos da cidade.

A semana que começa no dia 6 pode trazer novas mudanças, já que o decreto municipal que estabelece medidas para o funcionamento de diversas atividades no município, como comércio e indústria, termina no dia 5 e o de âmbito estadual, com medidas similares, vale até o dia 7 de abril. O Governo do Estado deve anunciar na segunda-feira, 6, se as medidas serão prorrogadas ou não.

A desinfecção das ruas, feita com quaternário de amônia, produto utilizado também em hospitais, ocorre em duas frentes: durante o dia, o produto é aplicado em locais como praças e Academias ao Ar Livre por funcionários que utilizam bombas costais e no período noturno, um trator é utilizado para limpar as vias públicas.

A desinfecção já ocorreu na área central, Santa Mônica, Recanto, São Dimas, Residencial São Pedro, Botânico, Mariluz 1, 2 e 3, Dorothea e Cidade Jardim. Estão programadas ações para os bairros Nova Estância, Navarro, Vila Rica, Samambaia, Novo Horizonte, Jardim Itália e Palu. As ações ocorrem diariamente, inclusive aos fins de semana e só são interrompidas em caso de chuva, já que neste caso a ação perde a eficácia.

Isolamento com resultados: As medidas de isolamento social, como aponta estudo feito pelo Instituto Butantã, em parceria com o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo e a UnB (Universidade de Brasília), geraram efeito e seguraram o avanço da transmissão. Segundo os dados divulgados no dia 30, antes da quarentena, a velocidade de transmissão de casos era de uma pessoa para seis, índice que passou de uma pessoa para três em 20 de março e caiu de uma para duas pessoas em 25 de março.

“É uma explicação científica e fundamentada para mostrar a importância das medidas restritivas que foram adotadas em São Paulo. Peço mais uma vez às pessoas que fiquem em casa e preservem suas vidas. Nós teremos a oportunidade de recuperar a economia do Estado de São Paulo, o mais pujante do país. Mas, neste momento, a nossa prioridade é proteger vidas”, disse o governador João Doria na entrevista coletiva de apresentação dos dados.

Segundo projeções realizadas por epidemiologistas do Instituto Butantã, sem as medidas de restrições do Governo de São Paulo, a epidemia de coronavírus no Estado duraria 180 dias, contados desde fevereiro, quando o primeiro caso foi registrado, e terminaria em setembro. Nesse cenário, seriam ao todo 277 mil mortes, 1,3 milhão de hospitalizados e 315 mil casos graves com necessidade de internação em UTI.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Cancelar resposta