Remarcada Assembleia de recuperação judicial da Dedini

Foi remarcada para a próxima segunda-feira, dia 19, a assembleia de recuperação judicial do Grupo Dedini.

Antes de ser anunciada a suspensão, a Dedini informou que os R$ 15,8 milhões referentes à venda do estacionamento do Shopping Piracicaba já estão depositados na conta do processo de recuperação judicial, para que sejam direcionados aos ex-funcionários.

A Dedini trabalha judicialmente para que as dívidas trabalhistas sejam quitadas o quanto antes, independentemente da suspensão da assembleia de hoje. Até o dia 19 de setembro, a Dedini continua negociando com os credores para que o plano seja aprovado, viabilizando a retomada.

“O contato mais próximo com os credores, nesta segunda-feira, mostrou que estamos bem perto da aprovação do plano de recuperação”, declara Alexandre Temerloglou, da Siegen, consultoria que assessora a Dedini em sua Recuperação Judicial.

A proposta básica do Plano de Recuperação Judicial é pagar integralmente, já no primeiro ano, os créditos trabalhistas, de R$ 36,56 milhões (conforme relatório original da Deloitte). Também no primeiro ano, e com valor integral, seriam pagas as rescisões trabalhistas extraconcursais, estimadas em cerca de R$ 20 milhões.

Pelo plano, também serão liquidados 50% do valor devido aos demais credores em 11 anos. A Dedini também acrescentou à sua capacidade de liquidação dos passivos, ativos de sua propriedade de forma a acelerar a liquidação dos mesmos. Adicionalmente, permitiu que clientes possam alavancar a recuperação do Grupo Dedini, injetando recursos na forma de novas compras de produtos e serviços e, em troca da parceria, terem seus deságios reduzidos e/ou liquidados.

Os fornecedores também dispõem de cláusulas que lhes permitem reduzir ou eliminar seu deságio frente a novos fornecimentos de serviços ou insumos e, por fim, a empresa, caso faça uso de licenciamento de suas marcas, patentes ou tecnologia, irá dividir os resultados com seus credores.

A recuperação judicial foi requerida pelo Grupo Dedini em 24 de agosto de 2015. O deferimento foi publicado em 9 de setembro de 2015, no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

“Desde janeiro a empresa tem feito o pagamento de R$ 300 mensais a todos os demitidos, conforme acordo efetuado com a categoria após o processo de recuperação judicial”, relata Alexandre Temerloglou.

O consultor esclarece que as parcelas pagas mensalmente são apenas parte das ações da empresa, que está trabalhando judicialmente para que a dívida com os trabalhadores seja quitada de forma integral o quanto antes.

O consultor cita outras ações paralelas para que a dívida seja quitada. “Estão à venda a Codistil do Nordeste, avaliada em R$ 45 milhões, e a Dedini Refratários, avaliada em R$ 32 milhões. A Dedini também solicitou a liberação de outras penhoras, avaliadas em cerca de R$ 24 milhões”.

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