Sesc Piracicaba realiza bate-papo com refugiados no domingo

Pessoas em situação de refúgio e imigrantes que buscaram abrigo no Brasil falam sobre a retomada de suas vidas e sonhos na cidade durante o bate-papo Eu sou igual a você: Refúgio e Imigração em Piracicaba. A atividade, inserida nos programas Ações para a Cidadania e Trabalho Sociocultural com Refugiados do Sesc São Paulo, acontece no Teatro da unidade Piracicaba neste domingo (23), às 14h30. A programação tem entrada gratuita.

A agenda, que lembra o Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), serve como reflexão sobre a situação de pessoas que foram forçadas a abandonar os locais onde nasceram em função de conflitos e violações de Direitos Humanos. O Sesc Piracicaba recebe a presença de indivíduos em situação de refúgio na cidade, contando suas histórias de vida e apresentando curiosidades a respeito da cultura, hábitos de seus países de origem, bem como as mudanças e desafios que têm vivenciado no novo país e o acolhimento recebido.

Segundo o diretor do Sesc São Paulo, Danilo Miranda, a instituição desenvolve ações sistemáticas de integração com refugiados e solicitantes de refúgio desde 1995, ano da assinatura do convênio com a Cáritas Brasileira (Arquidiocesana de São Paulo) e com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Desde então, o Sesc São Paulo procura ensejar a assimilação de códigos e hábitos culturais locais por parte dos refugiados e, com o mesmo grau de importância, estimular o intercâmbio de experiências e saberes entre estrangeiros e brasileiros. “Ao trazer as pessoas em situação de refúgio para as atividades promovidas no Sesc, o desejo da instituição é estreitar relações e consolidar a proposta de fazer das unidades um espaço de acolhimento e reconhecimento, de aprendizagem e trocas culturais”. É também pelo contato no cotidiano que se desconstrói estereótipos e preconceitos.

Perspectiva

Dados da Acnur (Agência da ONU para Refugiados) apontam que existem 68,5 milhões de refugiados deslocados a força no mundo e mais de 3,1 milhões de solicitantes de refúgio. No Brasil, de acordo com as informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, até março de 2018 viviam no país deste modo 5.314 refugiados. Os dados da pasta referentes a março de 2018 indicam que 5.314 refugiados possuem registro ativo no Brasil. Historicamente, o Brasil já reconheceu mais de 10 mil refugiados. Ao longo do tempo, muitos se naturalizaram brasileiros, outros deixaram de ser refugiados e optaram pela residência nos termos da Lei de Migração (Lei nº 13.445/17), retornaram ao país de origem, tiveram a cessação da condição de refugiado, faleceram, entre outras situações. Por estas razões o número de refugiados  cai quase pela metade.

 

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