Sedema fornece mudas para a Estação Ecológica Barreiro Rico

Sedema fornece mudas para a Estação Ecológica Barreiro Rico

Um inestimável santuário remanescente de fauna e flora do interior paulista. Local de rica e rara vegetação nativa de aproximadamente 292 hectares, que entre tantas virtudes é o habitat do macaco muriqui-do-sul, o maior primata da América do Sul.

Essa é a Estação Ecológica Barreiro Rico, paraíso verde que tem recebido o suporte da Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema) em ações ambientais relacionadas à sua restauração ecológica, especialmente com o fornecimento de mudas de qualidade produzidas no Viveiro Municipal.

A Estação Ecológica Barreiro Rico está situada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Barreiro Rico, área com mais de 30 mil hectares que abrange terras de quatro municípios: Anhembi, Botucatu, São Pedro e Piracicaba.
Recentemente, uma comitiva da Sedema visitou a Estação Ecológica em companhia de representantes da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal).

Por meio de uma parceria firmada com o Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Comitê PCJ), a Sedema já forneceu 4.300 mudas de árvores nativas para serem plantadas na região. O plantio inaugural foi em 28 de junho. “Com essa quantidade de mudas é possível recuperar uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados, o equivalente a cinco campos de futebol”, conta a engenheira agrônoma Clementina Rossin, a responsável pelo Viveiro Municipal.

O engenheiro agrônomo João Marcelo Elias, mestre em gestão manejo de recursos naturais que trabalha como gestor de Unidade de Conservação (UC) Estação Ecológica Barreiro Rico, pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal), explica que o seu trabalho no local é “salvaguardar a biodiversidade”.

“A parceria com o Comitê das Bacias Hidrográficas do PCJ e a Sedema de Piracicaba está nos dando um enorme suporte para todas ações ambientais relacionadas à restauração ecológica, com o fomento de mudas nativas de qualidade produzidas no excelente Viveiro Municipal de Piracicaba”, afirma João Marcelo Elias.

De acordo com o gestor da UC, a cooperação oferece segurança para a interação com os proprietários rurais no sentido de transformar a paisagem local e promover o reflorestamento de áreas degradadas, formando corredores de conectividade e favorecendo toda biodiversidade regional.

“As pessoas querem, cada vez mais, contato com a natureza. Dessa maneira, flora, fauna, nascentes e cursos d’água são mais valorizados, e este sentimento deve se acentuar no pós-pandemia. Piracicaba está tomando as providências para atender esta demanda da sociedade, através de parcerias com instituições e a comunidade. Sempre em busca da sustentabilidade e da qualidade de vida”, declara o secretário municipal de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Menten.

A região do Barreiro Rico é uma “joia da biodiversidade” no interior de São Paulo, salienta João Marcelo Elias.

E seus principais atributos estão relacionados às florestas estacionais semideciduais compostas por espécies de árvores como peroba-rosa, guarantã, jatobá, guaritá, ipê-felpudo e jequitibá-branco, entre outras.

“Elas simbolizam a maturidade e sustentabilidade da dinâmica florestal, fornecendo alimentos, abrigo e refúgio para a rica fauna regional. A floresta madura, com árvores centenárias, sustenta uma ampla diversidade de animais”, afirma.

O principal motivo de criação da Estação Ecológica (em 2012) e da APA (em 2018), observa o gestor da UC, está relacionada à presença de cinco espécies de primatas: muriqui-do-sul, bugiu, sagui-da-serra escuro, sauá e o macaco-prego. “O macaco muriqui-do-sul, o maior primata das Américas, também é conhecido como ‘macaco hippie’ porque é uma espécie cujos indivíduos são pacíficos entre si, muito dóceis, evitando brigas por territórios ou por dominância nos acasalamentos”, explica Elias.

Além dos macacos, a região do Barreiro Rico é habitada por outros valiosos animais como a onça-parda, jaguatirica, gato-mourisco, irara, quati, porco-do-mato, veado, tamanduá-mirim, tamanduá-bandeira, caxinguelê, tatu, cotia, paca, cachorro-do -mato, raposinha e outros bichos que têm os hábitos registrados por câmeras trap (armadilhas fotográficas para flagrar e observar a vida selvagem) que o engenheiro agrônomo instala em determinadas árvores.
Na Estação também há uma gama de répteis – como cobras cascavel, jararaca, coral, jiboia e caninana – e a presença de mais de 270 espécies de aves.

A minimização e a prevenção dos incêndios florestais é uma das ações ambientais desenvolvidas na região, conta Elias. Essas iniciativas contam com parcerias dos proprietários rurais do entorno (construção de aceiros nas bordaduras florestais), de empresas do agronegócio (disponibilização de brigadas de combate) e o apoio de uma equipe de Bombeiros Civis Brigadistas contratados pela Fundação Florestal – que atua no período de estiagem (maio a outubro), 12 horas por dia, durante toda a semana. Além disso, também há o apoio da Polícia Militar Ambiental (Batalhão de Botucatu) que fiscaliza e coíbe a caça predatória.

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