Presidente é a favor de uma CPI no SEMAE de Piracicaba

Presidente é a favor de uma CPI no SEMAE de Piracicaba

Convocado pela Câmara de Vereadores de Piracicaba, por meio do Requerimento Nº 100/21, com intuito de esclarecer os apontamentos realizados no Relatório Conclusivo da Comissão de Estudos, realizado em 2020, o presidente do SEMAE – Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba, Mauricio Marques de Oliveira, participou na semana passada de audiência pública. A iniciativa foi dos vereadores Laércio Trevisan Júnior (PL), Cássio Luiz Barbosa (PL), Anilton Fernandes Rissato (PAT), Paulo Roberto de Campos (PODE), Wagner Alexandre de Oliveira (CID), Gustavo Pompeo (Avante), Fabricio José Raetz de Oliveira Polezi (PAT) e José Antônio Pereira (DEM).

A sessão foi presidida pelo vereador Laércio Trevisan, que explanou sobre o relatório, devido a diversas reclamações na “imprensa local, assim como, as redes sociais, publicar e divulgar o grande número de reclamações dos munícipes piracicabanos, em relação às constantes faltas de água na cidade de Piracicaba, assim como, reclamações em relação a vazamentos, coloração de água, ar no encanamento, contas com valores abusivos, demora no atendimento dos chamados solicitados pela população, demora no conserto de vazamentos e reparos na calçada e pavimentação asfáltica, afundamentos nos reparos realizados, entre outros inúmeros problemas relacionados ao tema”, conforme requerimento.

Durante toda audiência, diversos questionamentos foram realizados pelos vereadores, Oliveira afirmou estar ciente do relatório e aguarda parecer do Tribunal de Contas. Em paralelo explicou que está em andamento a contratação de uma auditoria externa. “Entendemos a necessidade de uma auditoria, e também sou favorável a uma CPI, porém, para que seja uma auditoria confiável, deve ser realizada por técnicos, pessoas competentes nas áreas: jurídica, financeira, operacional, etc., a fim de verificar todos os pontos abordados no relatório, e também a revisão do contrato da PPP (Parceria Público Privada) com a concessionária Mirante, e possíveis sanções”, destacou Mauricio Oliveira.

O presidente da autarquia esclareceu que a falta de investimentos resultou no alto índice de perdas, cerca de 48,8%, e enfatizou a importância de ações planejadas para que o abastecimento seja regular em todas as regiões, assim como a necessidade de investir R$ 10 milhões para o término da Estação de Tratamento de Água Capim Fino, a qual recebeu verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), entretanto, não foi finalizada.

“Em relação às constantes reclamações de desabastecimento, ressalto que não são problemas pontuais, justamente por que não houve investimentos das gestões passadas, no entanto, justifica o suposto superávit no caixa do SEMAE”, explicou Oliveira. Outro fator relevante no desabastecimento citado pelo presidente, foi o crescimento desordenado da cidade, com isso, muitas regiões acabam ficando sem água, por conta do sistema, que segundo ele, não previu o crescimento da cidade.

Oliveira também discorreu sobre outros problemas apontados pelos vereadores como: má qualidade do asfalto, contas com valores altos, troca de adutoras, viabilidade de captação de poços, atendimento precário do 115, furto de água, loteamentos irregulares, regulação, vazamentos, lançamento irregular de esgoto, ar na rede, Marco Legal do Saneamento, caminhões-pipa, orçamento anual, revisão do contrato da PPP e estudo de criação de nova tarifa.

Ao final da exposição, o presidente enfatizou a atual situação da autarquia. “Semae foi sucateado, é uma empresa técnica, que precisa de engenheiros para planejamento e projeto, para realização de obras, e não foi feito nada disso nos últimos anos”, concluiu.

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