Presidente da Câmara confere estrutura da nova empresa que fará o transporte coletivo em Piracicaba

Presidente da Câmara confere estrutura da nova empresa que fará o transporte coletivo em Piracicaba

Autor de dois requerimentos com questionamentos sobre as mudanças no transporte coletivo de Piracicaba, o presidente da Câmara Municipal, vereador Gilmar Rotta (Cidadania) foi à garagem da Trans Acreana para conferir a estrutura da empresa que está operando o serviço na cidade desde sábado passada, dia 16.

Com matriz em Rio Branco (AC), a Trans Acreana substitui a Via Ágil, que no início do mês solicitou o rompimento do contrato que mantinha com a Prefeitura.

A visita, ocorreu na tarde desta segunda-feira, dia 18, possibilitou ao presidente da Câmara Municipal fazer uma série de perguntas a respeito da nova operação, que leva o nome de TUPI (Transporte Urbano Piracicaba).

O parlamentar questionou o número de carros já em circulação, onde foram adquiridos, a frequência de manutenção e o total de pessoas empregadas pela empresa, entre outras dúvidas.

À noite, em reuniões extraordinárias na Câmara de Vereadores, dois requerimentos de Gilmar Rotta sobre o assunto devem ser votados em regime de urgência.

O contrato emergencial assinado pela Prefeitura com a Trans Acreana, de R$ 34 milhões, vale para os próximos seis meses, até que nova licitação seja aberta.

Segundo o proprietário, Fernando Lourenço da Silva, a empresa pretende entrar na disputa. “A intenção é de que, quando surgir a licitação, a gente possa participar.”

A Trans Acreana, contou Fernando, surgiu em 2009 e está presente em Sorocaba e Guarulhos, de onde recentemente passou a operar linhas interestaduais para o Rio de Janeiro (RJ) e o Triângulo Mineiro, respectivamente.

A empresa também formalizou pedido para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para oferecer viagens de Piracicaba à capital fluminense.

“Por isso já estávamos nos instalando na cidade a garagem, alugada, situa-se às margens do km 160 da Rodovia do Açúcar”, disse Fernando.

“Coincidiu que fomos chamados para atender três municípios do Acre e já tínhamos comprado parte desses ônibus para levar para lá. Mas, com a Covid-19, estávamos com eles parados, o contrato não andou e aí aconteceu de participarmos aqui”, comentou Fernando, sobre a operação em caráter emergencial em Piracicaba. Seis empresas candidataram-se, três apresentaram propostas e a da Trans Acreana foi a escolhida.

O proprietário da viação informou a Gilmar Rotta que 302 empregados já foram contratados, incluindo 100% dos que estavam vinculados à Via Ágil, e 88 ônibus estão em circulação para atender 57 linhas no momento por conta da pandemia do novo coronavírus, houve redução no serviço, desde quando ele ainda era oferecido pela Via Ágil.

“A meta é de mais de 600 funcionários no pós-pandemia. Hoje estamos operando com 40% da demanda”, disse Fernando, acrescentando que, com a crise atual, o fluxo de passageiros caiu para 22 mil por dia antes, girava em torno de 93 mil a 95 mil. Ele destacou que todos os ônibus têm acessibilidade, contam com sistema eletrônico novo, câmeras e bilhetagem e, daqui a 20 dias, oferecerão internet wifi.

Nos requerimentos que serão votados nesta segunda-feira, Gilmar Rotta pergunta quais foram as razões apresentadas pela Via Ágil para decretar o fim da prestação do serviço em Piracicaba e quais condições foram exigidas pelo Executivo para que o contrato fosse rompido de forma amigável.

O vereador indaga quando a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes foi informada de que a Via Ágil atravessava problemas de gestão operacional e financeira. Ele pede que lhe seja fornecida cópia do estudo elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), contratada pela pasta para apurar os créditos e as dívidas da empresa com o município.

O vereador Gilmar Rotta também solicita outras informações da Via Ágil: o tempo total em que ela esteve à frente do transporte coletivo em Piracicaba; se também atua, ou já prestou o serviço, em outros municípios; qual o valor do subsídio mensal que vinha sendo pago pela Prefeitura à empresa; quantas linhas de ônibus operam atualmente na cidade; e quantos veículos a Via Ágil disponibilizava diariamente para o transporte de passageiros.

Os números do setor também são objetos de cobrança: o vereador pergunta se é feito um controle do total de passageiros diários pagantes e não-pagantes (aposentados e estudantes) do transporte público em Piracicaba e pede que lhe sejam apresentadas as planilhas com os dados dos últimos dois anos.

Sobre a Trans Acreana, o vereador quer saber qual é o período de vigência do contrato emergencial e quais foram os critérios adotados pela Prefeitura para eleger a empresa como vencedora da disputa aberta. Ele cobra informações sobre quais são as garantias de que a nova viação também não romperá o contrato com o município em caso de eventuais dificuldades financeiras.

Tendo em vista o fato de que a sede da empresa está localizada no Acre, Gilmar Rotta pergunta como serão as tratativas comerciais entre as partes interessadas, assim como os procedimentos administrativos rotineiros de sua gestão, considerando-se a distância com Piracicaba.

Ele também questiona se a Trans Acreana considera a ampliação dos atuais itinerários, assim como o aumento da frota de veículos, considerando que, neste momento de pandemia, os ônibus estão circulando com frota reduzida e há muita reclamação da população sobre a lotação desses veículos, oferecendo risco de contágio.

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