O maior movimento de empreendedorismo jovem do mundo está em Piracicaba

O maior movimento de empreendedorismo jovem do mundo está em Piracicaba

Empresas formadas por universitários com o apoio de professores e instituições de ensino superior movimentam mais de 70 milhões de reais desde 2010 atendendo principalmente Micro e pequenos empresários

 

Universitários espalhados por todo o país oferecem consultorias e serviços em diversos setores focando no atendimento de micro, pequenos e médias empresas. As Empresas juniores (EJs) são geridas e formadas por alunos da graduação com o respaldo de professores e instituições de ensino superior, estão há 30 anos no Brasil e hoje são mais de 900 EJs espalhadas por todo os estados do país.

Segundo a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, “Desde 2010, o MEJ já impactou mais de R$ 70.000.000,00 na economia brasileira, que são integralmente reinvestidos na educação empreendedora dos estudantes”. Além de movimentar a economia, os preços dos serviços de empresas juniores são cerca de 35% abaixo do valor do mercado tradicional.

O Movimento Empresa Júnior em Piracicaba

O MEJ (Movimento Empresa Júnior) já está em Piracicaba, representado por três empresas juniores que estão atreladas à Esalq – USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo). Uma delas é a Esalq Jr. Consultoria, que realiza projetos voltados para o agronegócio. www.esalqjuniorconsultoria.com

Um exemplo do impacto gerado por empresas juniores aconteceu no final do ano passado, quando a Esalq Jr. Consultoria (EJC) executou um projeto para um agricultor da cidade de São Pedro.

José Mucare Neto tem 22 anos é aluno Engenharia agronômica e é o diretor comercial da Esalq Jr. Consultoria conta, “O Projeto foi um estudo técnico e econômico da propriedade para se determinar a cultura mais adequada para realidade do cliente. Com isso, indicar todos os passos necessários para se desenvolver e vender o produto.”

Os universitários analisaram as características da propriedade como solo, disponibilidade de nutrientes, qualidade da água, entre outros fatores, para se avaliar quais seriam as culturas com maior potencial de produção na área.

O diretor comercial da EJ, complementa, “Após a escolha da cultura desejada foi disponibilizadas todas as orientações necessárias para o manejo adequado de todo o ciclo produtivo da cultura de acordo com as características da propriedade: estrutura da estufa, recomendação do substrato, cultivares, plantio, irrigação, colheita e armazenamento.”

Esse projeto atingiu o Objetivo Desenvolvimento Sustentável da ONU de numero 2, que diz respeito à fome zero e agricultura sustentável. Impactou a vida do pequeno produtor e dos próprios alunos.

“Os membros da EJC conseguiram ver o seu projeto sendo aplicado e realizado na prática, mostrando a importância de se realizar um trabalho de qualidade e personalizado para o cliente.”, pontua o diretor comercial.

Na Esalq – USP as empresas juniores contam com um apoio próximo da universidade, Roberto Arruda que é docente e prefeito do campus da USP de Piracicaba declara, “A experiência da Esalq com o movimento empresa júnior tem sido bastante positiva. É algo que tem que ser incentivado e apoiado.”

Mesmo diante da pandemia, a Esalq Jr. Consultoria já executou mais de 30 projetos neste ano, e busca fechar mais até dezembro.

O nascimento de novas empresas juniores

Apesar das empresas juniores já estarem em todos os estados do Brasil, ainda não estão em todas as universidades. Um dos objetivos do Movimento Empresa Júnior brasileiro é se expandir cada vez mais.

Essa a missão de instâncias que representam as empresas juniores em diferentes regiões do país, por exemplo, o Núcleo das Empresas Juniores da Região Campinas é responsável por representar e potencializar as empresas juniores de 8 cidades do estado de São Paulo, incluindo Campinas.

Esse Núcleo foi responsável por auxiliar a FKB (Faculdades Integradas de Itapetininga) na fundação da primeira empresa júnior da instituição e da própria cidade. O professor Rafael Almeida que é diretor da FKB, aponta que as empresas juniores podem ser uma ótima alternativa para a universidade até mesmo em nível pedagógico e mercadológico:

esses alunos que estão na empresa júnior são muito mais engajados e procuram aprender muito mais. O segundo ponto, é obviamente, a parte de marketing de uma instituição. Você ter uma empresa júnior dentro da instituição é ótimo porque você aumenta a visibilidade da instituição na cidade e na região.

Rafael ainda declara que é uma vantagem para a própria cidade e seus empreendedores, “É uma mão de obra capacitada, porque eles são atrelados a uma instituição, eles têm por trás todo um corpo docente que pode auxiliá-los quando necessário.” A fundação da Impacta Jr. ocorreu em novembro de 2019, atualmente a empresa júnior executa o seu primeiro projeto para uma empresa em Campinas.

Segundo o Núcleo Campinas de Empresas, apenas no ano passado foram mais de 600 projetos entregues por empresas juniores só na região de Campinas e até agora em 2020 foram mais 290. No Brasil existem mais de 600 empresas juniores,se caracterizando como o maior movimento de empreendedorismo jovem do mundo.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Cancelar resposta