Muitas infecções hospitalares podem ser evitadas apenas com a correta higienização das mãos afirmam profissionais da Santa Casa d Piracicaba

Higienizar as mãos de maneira correta é a principal ação de prevenção de infecções hospitalares, segundo a Organização Mundial da Saúde, que em 2009 instituiu (5) de maio como Dia Mundial da Higienização das Mãos. Isso porque as mãos constituem a principal via de transmissão de diversos microrganismos que podem se transferir de uma superfície para outra por meio do contato direto ou indireto.

Segundo a enfermeira coordenadora da CCIH- Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Piracicaba, Liliana Coelho, a higienização das mãos é reconhecida mundialmente como a principal medida de controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). “Estudos mostram que de 20% a 30% das infecções relacionadas à assistência à saúde podem ser evitadas apenas com a correta higienização das mãos”, disse.

Muitas infecções hospitalares podem ser evitadas apenas com a correta higienização das mãos afirmam profissionais da Santa Casa d Piracicaba

Foto-legenda- A enfermeira Liliana Coelho, da CCIH, está à frente das ações na Santa Casa

Para reforçar este conceito junto à comunidade hospitalar, a CCIH promoveu junto aos funcionários concurso de frases para escolha daquela que será tema da campanha interna que começa a partir da próxima semana, com visitas a todos os setores para reforço das orientações sobre a correta lavagem das mãos.

As atividades serão coordenadas no Hospital pelos Vigilantes do Controle de Infecção Hospitalar da CCIH, grupo que reúne 34 representantes de diferentes áreas e setores da Santa Casa empenhados em agir como formadores de opinião e reforçar o elo de ligação entre as unidades e a CCIH. “Eles representam setores vinculados à assistência e ajudarão a coordenar dinâmicas nos diversos setores para sensibilização da comunidade hospitalar”, disse Liliana.

Ela revela que este tipo de atuação, mais incisiva e próxima ao funcionário,  tem garantido à Santa Casa de Piracicaba um dos menores índices de infecção hospitalar do país. “Enquanto a maioria dos hospitais brasileiros mantém taxas de infecção hospitalar que variam de 4,1% a 13,2%, nossa Instituição encerrou o último semestre registrando 1,69% em seu índice de infecção hospitalar”, disse.

O resultado, segundo ela, deve-se à qualificação profissional e à maior conscientização das equipes multidisciplinares, que mantém constante o aprimoramento dos processos para controle de produtos químicos, elaboração de normas e rotinas, investigação epidemiológica, reuniões periódicas e visitas diárias em todas as unidades de internação do hospital.

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