Infectologista Hamilton Bonilha de Moraes passa orientações de como proceder diante dos sintomas do Covid-19

Infectologista Hamilton Bonilha de Moraes passa orientações de como proceder diante dos sintomas do Covid-19

A população deve ficar atenta aos sintomas do novo coronavírus, doença com 2.611 casos confirmados e 63 óbitos no Brasil e mais de 513 mil casos confirmados e 23 mil mortes registradas em todo mundo, até a tarde de hoje (26). Os sinais são parecidos com os de uma gripe, como tosse, dor de cabeça e febre, mas pode se agravar evoluindo para dificuldade respiratória.

Por isso, a Santa Casa de Piracicaba alerta sobre o melhor momento de procurar o hospital de forma a não sobrecarregar o atendimento assistencial. “Quando a epidemia cresce, é fundamental que as pessoas não sobrecarreguem o sistema de saúde, uma vez que existe o momento certo para procurar por atendimento médico”, disse o infectologista da Santa Casa e coordenador do SCIH (Serviço de Controle de Infectologia Hospitalar), Hamilton Bonilha de Moraes.

“A recomendação é para procurar uma unidade de saúde quando os sintomas do novo coronavírus forem bem claros”, orienta o especialista.

Segundo ele, procurar um hospital com febre baixa, coriza, dor de garganta e dor de cabeça, por exemplo, é arriscado, porque enquanto aguarda pelo atendimento, a pessoa pode ser contaminada ou transmitir o vírus, caso ela seja portadora assintomática do Covid-19.

“São situações em que a pessoa deve permanecer em casa, avaliando sintomas e monitorando, sobretudo, o surgimento de febre, cansaço e falta de ar”, orienta.

“Em caso dos sintomas da gripe associados à febre alta e tosse seca persistente, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para avaliação e classificação do caso, que pode ser negativo ou apresentar suspeição para o Covid-19 com o devido encaminhamento para uma instituição hospitalar, mediante orientação médica”, disse.

Segundo ele, os cuidados devem ser redobrados junto as pessoas que integram o grupo de risco para o coronavírus, a exemplo de crianças com até 5 anos de idade, idosos, gestantes, transplantados, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e doenças pulmonares.

“80% dos casos de Covid-19 serão casos leves, sem necessidade de intervenções mais graves”, pontuou.

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