Histórias e Conquistas marcam o aniversário de 29 anos do SIMESPI Piracicaba

Histórias e Conquistas marcam o aniversário de 29 anos do SIMESPI Piracicaba

Jornal O Regional faz entrevista com Euclides Baraldi Libardi – Presidente do Simespi 2020-2022

Fundado em 3 de julho de 1991, o SIMESPI – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba e Região, (nome inicial) completou na quarta-feira, 29 anos.

Com o passar dos anos acrescentou outras categorias e cidades passando a chamar-se: Simespi – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras.

O sindicato nasceu forte, com apenas nove empresas associadas, administrado por diretoria provisória presidida por Luciano Santos Tavares de Almeida, ousado, com propostas inovadoras e com o objetivo de trazer para a realidade local as Negociações Coletivas de Trabalho, buscar soluções conjuntas para os problemas empresariais da cidade e região, além de oferecer ampla atividade de assessoria para suas associadas, garantindo informações para o pleno e constante desenvolvimento das empresas.

Em sua história de sucesso, entre outros acontecimentos, estão: a assinatura da primeira Convenção Coletiva de Trabalho, que, desde 1995, é negociada e assinada, anualmente, com o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba; a sede própria (rua Samuel Neves, 1601), inaugurada em 2002, moderna e projetada para atender as necessidades das empresas.

Hoje, o SIMESPI acumula experiência suficiente para ser reconhecido e respeitado como legítimo representante patronal das empresas do setor metal-mecânico de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras.

São mais de 200 empresas associadas que têm à sua disposição uma estrutura completa de serviços: departamentos jurídicos Cível, Empresarial, Trabalhista, Tributário, Penal e Previdenciário, Negociações Coletivas de Trabalho, Grupo de Recursos Humanos, Conselho da Mulher Executiva, Cooperativa de Crédito, Pesquisa Salarial, Programa de Qualidade e de Responsabilidade Socioambiental, Projeto Rumo à ISO, Intercâmbio de Negócios, além de cursos e palestras gratuitos, convênios e muito mais.

Para falar do atual momento e das expectativas futuras, o Jornal O Regional conseguiu entrevistar online o Euclides Baraldi Libardi – Presidente do Simespi para o biênio 2020-2022.

Pergunta Jornal O Regional:

É sabido que prestar serviços aos associados, em áreas jurídica, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional de funcionários que venham a culminar com a busca por qualidade, é uma das principais demanda hoje dos empresários, o que a diretoria tem feito nesse sentido?

Resposta:

O Simespi tem um rol de serviços já tradicionais que presta as empresas associadas. Mas, como a economia é dinâmica, nós tentamos fazer a leitura das novas demandas que surgem nas áreas de tecnologia, produtiva, ambiental e, principalmente, as questões burocráticas, como a trabalhista e tributária. Além de estarmos sempre atentos às suas necessidades, estamos nos adequando ao novo cenário de distanciamento social.

Pergunta Jornal O Regional:

Com a aprovação da reforma trabalhista, que gerou impactos para todos todas as empresas e a própria saúde financeira dos sindicatos, quais as maiores dificuldades que o senhor vem enfrentando para conseguir gerir e ao mesmo tempo superar as expectativas dos associados?

Resposta:

A reforma trabalhista consideramos que foi muito boa para a relação
empregador/empregado e vice-versa com os sindicatos. Essa medida tornou mais clara os direitos e deveres de ambas as partes.

Para os sindicatos, ela foi dura em termos financeiros, perdemos receita. Neste sentido, o Simespi tem feito ajustes para o devido equilíbrio entre receitas e despesas, estamos trabalhando para criar novas fontes de renda para que possamos manter a qualidade dos serviços oferecidos pela entidade, afinal, a diretoria é composta por empresários que atuam em suas áreas e trazem sugestões para cruzarmos esta linha.

Pergunta Jornal O Regional:

Quais as principais ações que a diretoria do Simespi vem adotando para ajudar e ao mesmo tempo não perder seus associados nesse momento de crise que estamos atravessando, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo?

Resposta:

Bem, este momento é crucial para o Simespi e para as empresas. Por isso, nós usamos toda nossa expertise de 29 anos à disposição das associadas que buscam as mais atualizadas informações na área trabalhista e tributária.

Estamos com nossa equipe diretamente atendendo toda a demanda que as empresas possam apresentar. Nosso departamento financeiro facilitou os pagamentos, desde mensalidades até demais taxas. Estamos totalmente à disposição das associadas para negociações.

A única coisa que não estamos realizando são os treinamentos e palestras, claro, devido as regras sanitárias e ocupacionais para o combate a pandemia da Covid-19.

Pergunta Jornal O Regional:

Em nosso país, temos uma alta carga tributária que nos últimos anos provocou um crescente no setor metal mecânico, atingindo principalmente as empresas pequenas e médias. O Simespi tem feito algo para tentar ajudar e buscar mudar essa realidade?

Resposta:

Os tributos (impostos) no Brasil não é o maior empecilho do nosso
desenvolvimento e, consequentemente, de nosso crescimento, afinal de contas o governo precisa de receita para cumprir suas obrigações nas áreas de
investimentos em infraestrutura, saúde, educação e as questões sociais e, precisa também, de reservas para socorrer a todos em momentos como este que estamos passando.

O que nós questionamos é a injustiça tributária, ou seja, a tributação em cascata, bitributação, ou como queiram chamar, quando um mesmo produto é tributado ou taxado em mais de uma vez. Um exemplo: sucata de metal, esse é um resíduo sólido que será reaproveitado e se transformará em matéria-prima novamente para o setor. Mas, foi tributado quando era um lingote, é tributado quando vendido como sucata e será tributado novamente quando transformado em novo produto.
Gostaríamos de mais transparência quanto a aplicação destes impostos e taxas. Questionamos também a insegurança jurídica, a falta de regras claras da tributação entre os estados, onde cada um tem sua própria legislação com relação ao ICMS, por exemplo. É uma batalha difícil

Pergunta Jornal O Regional:

O Simespi completa 29 anos de fundação e o senhor está pela segunda vez na presidência. Quais as maiores dificuldades que o senhor está enfrentando nessa gestão?

Resposta:

Quando eu fui eleito, nós tínhamos um cenário econômico que estava gerando
muita esperança entre os empresários. Bem no início do mandato, ouvíamos
os rumos de uma pandemia que, de fato, nos atingiu de forma drástica, pois nem as autoridades sabiam como lidar com ela.
A verdade é que estamos gastando muita energia para administrar algo que não tem nada a ver com nossa atividade mor. É uma situação criada por um vírus, mas que estamos percebendo que tem muitos agentes (políticos e outros interessados) em transformar a crise de saúde e econômica que estamos em uma crise política.

Pergunta Jornal O Regional:

Qual analise o senhor pode fazer sobre esse momento de pandemia que estamos vivendo e quais são as suas expectativas, pós pandemia para o setor?

Resposta:

Eu achei que íamos neste ano decolar para uma nova etapa, tudo nos levava a crer nisso, seria ótimo para as empresas e para nossos colaboradores. Mas, a
realidade é que temos muitas empresas fechando e o desemprego está em alta.

Isso me deixa apreensivo pelo fato desta pandemia não dar sinal de arrefecer. Quanto mais demorar a erradicação ou controle deste vírus, mais lenta será a
retomada, pois o consumo será mais seletivo. Muito embora tenhamos uma demanda reprimida. O setor público precisará ter uma atuação muito forte de investimentos e financiamentos para repor uma grande parcela dos desempregados na ativa.

Pergunta Jornal O Regional:

Para finalizar, peço que o senhor deixe uma mensagem aos associados do Simespi.

Resposta:

A minha mensagem é que o empresário tenha cautela, evite o desemprego, para isso, consulte nosso departamento trabalhista e, se for possível, repense sua empresa, porque muitos produtos importados poderão ser produzidos pelas nossas empresas.

O Brasil é um país que tem muitas dificuldades, mas tem muitas oportunidades.
Vamos nos espelhar no agronegócio que criou oportunidades e hoje é um celeiro do mundo. Por isso senhores, devemos ser sempre associados a entidades de classe, pois a nossa voz é mais ouvida e mais forte!

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