Empresários e consumidor pagarão a conta do ICMS-SP alerta o Presidente do Simespi

A decisão do Governo do Estado em renovar ou reduzir os benefícios fiscais (podendo revisar ou eliminar alíquotas), atinge diretamente 4.500 empresas do setor metal-mecânico paulista. Diante desta medida, presidente e diretores do Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba) reforçam o pedido de suspensão da tarifa.

“Os empresários fizeram e ainda fazem negociações diversas para manter os postos de trabalho, ou seja, mesmo diante da pandemia continuamos gerando receita para o governo. Então, desde outubro, nos deparamos com essa ação insensível aos problemas da indústria, contribuindo ainda mais para o aumento dos preços da matéria-prima e a falta de insumos. Infelizmente, quem pagará essa conta será o consumidor final”, analisa o presidente do Simespi, Euclides Libardi.

A entidade chegou a se reunir no fim do ano passado com os deputados estaduais Alex de Madureira (PSD) e Roberto Morais (PPS) temendo pelo impacto negativo que esta ação teria na rotina administrativa e econômica das empresas. Na ocasião, foi compartilhada uma Nota de Repúdio com objetivo de que a mesma fosse repassada aos representantes oficiais envolvidos. 

“Este é um momento totalmente inadequado para o reajuste de impostos. O mercado já está dando seus sinais, um exemplo claro é o fechamento das fábricas da Mercedes e Ford, isso é o resultado do custo Brasil”, conclui Libardi. 

Euclides Libardi, presidente do Simespi, alerta sobre o impacto negativo que o aumento do ICMS-SP terá na rotina das indústrias do setor e no custo de vida das famílias brasileiras

Maiores gastos para a população:

Como era previsto, o aumento da tarifa reflete diretamente no orçamento das famílias brasileiras. Apontado pelo presidente da entidade, Euclides Libardi, itens como combustível, maquinário, produtos eletrônicos e da construção civil sofrerão reajustes incompatíveis com o cenário atual refletindo diretamente no custo vida e na geração de empregos.

“O que estamos querendo tanto alertar é que os preços vão aumentar muito, desde produtos básicos, como escovas de dentes, até roupas, móveis e moradia. Os pequenos negócios também entram nessa lista e, com isso, todo uma cadeia produtiva e econômica será atingida negativamente”, conclui Libardi.

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