Deputada Bebel denuncia governo Doria por distribuir material didático a alunos com erros a alunos da Rede Estadual

Deputada Bebel denuncia governo Doria por distribuir material didático a alunos com erros a alunos da Rede Estadual

A presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que mais uma vez o governo do PSDB do Estado de São Paulo publica material didático com erros para estudantes da rede estadual. Para a parlamentar, isso ocorre porque o governador João Doria e o seu secretário da Educação, Rossieli Soares, exclui os professores da rede estadual deste processo, terceirizando esse serviço, que é uma prática dos governos tucanos.

De acordo com a parlamentar, em rápida pesquisa nos materiais didáticos atuais, já foram localizados erros como: Inglaterra grafado como “Ingraterra”, assim como na mesma página de um livro, Luís XIV grafado corretamente e também como “Luiz XIV”. “Como o estudante poderá saber qual é a grafia correta?”, questiona.

Já em outro material, calotas polares aparece como “calotas populares”. Em um exercício com palavras cruzadas, utilizando-se nomes de frutas, tenta-se fazer a intersecção entre as palavras “uva” e “pera” e também entre “melancia” e “abacaxi”, o que é impossível na disposição escolhida para essas palavras no jogo.

“Quantos outros erros não haverão?”, indaga a deputada Professora Bebel.

Para ela, esse é o resultado da centralização da política educacional neste governo, assim como nos governos anteriores do PSDB. “Retira-se a autonomia dos professores, que são excluídos de qualquer participação na elaboração dos materiais didáticos, tarefa que o Governo do Estado destina a empresas, sem supervisão, revisão e fiscalização. Os professores, que de fato entendem de educação, tornam-se meros executores, obrigados a trabalhar com materiais contendo esse tipo de erros”, ressalta.

Bebel recorda que a Secretaria Estadual da Educação, em 2008, já produzira apostila de Geografia com 2 “Paraguais”. “Essa é a situação da educação paulista ao longo do tucanato no estado de São Paulo”, alfineta.

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