Covid-19: Piracicaba tem um dos menores índices de letalidade no Estado de São Paulo

Taxa, no município, é de 1.94, inferior à média nacional, que é de 2.8, e a estadual, que é de 3.4

Piracicaba é uma das cidades com menor índice de letalidade por Covid-19 no Estado de São Paulo em comparação com cidades de igual e maior porte. Hoje, conforme dados do governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa SP Contra o Novo Coronavírus, Piracicaba tem um indicador de 1.94, enquanto cidades como Guarulhos, Osasco, Campinas e Limeira, tem 7.4, 5.7, 4.0 e 4.0, respectivamente.

Além disso, a taxa em Piracicaba é inferior à média nacional, que é de 2.8, e a estadual, que é de 3.4.

O indicador da taxa de letalidade de qualquer doença é utilizado pelo Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais para apontar o quão grave pode ser uma doença, neste caso a Covid-19, indicando quantas pessoas que contraem o vírus acabam falecendo. “Piracicaba é uma cidade que historicamente tem um sistema de saúde forte nos diferentes níveis e foi se fortalecendo no decorrer da pandemia, aumentando o número de leitos de enfermaria e UTI assim como facilitando o acesso da população aos atendimentos na atenção básica. Além disso, a cidade conta também com uma saúde suplementar igualmente forte, complementando as ações de enfrentamento da pandemia realizada pelo SUS”, destaca o médico Luís Fernando Barbosa, da coordenação médica da Atenção Básica de Piracicaba.

Ainda, de acordo com o programa estadual, além de São Paulo – capital (índice de 3.9) – outras cidades da macrorregião com indicador de letalidade superior a Piracicaba são: Rio Claro (4.3), Sorocaba (3.6), Santa Bárbara d’Oeste (3.3), Americana (3.0). Cidades de menor porte também tem apresentado maior letalidade pela Covid-19 se comparado com Piracicaba, são elas: Tatuí (6.5), Charqueada (3.4), Rio das Pedras (2.6), Elias Fausto (2.5), Iracemápolis (2.2). As três cidades com maior indicador no Estado são: São Luiz do Paraitinga (29.2), Sarutaiá (13.2) e Gastão Vidigal (9.4).

Apesar de o indicador mostrar que quem é contaminado em Piracicaba tem menor chance de vir a óbito, o indicador “ideal” – que mostra ‘controle’ da doença é inferior a 1.0. “Por isso precisamos seguir vacinando, para conseguirmos atingir este indicador. Vale ressaltar também a organização que nossa campanha de vacinação busca evitar aglomeração, respeitando as orientações da Secretaria de Estado e Ministério de Saúde, além de evitar, ao máximo, o desperdício de doses das vacinas”, completa Luiz Fernando.

 VACINAÇÃO: A aplicação dos imunizantes contra a Covid-19 segue dentro do cronograma apresentado pelo governo do Estado para diversos grupos e comorbidades. No momento, já recebem a 1ª dose da vacina a população com 43 anos ou mais (sem comorbidades). Hoje (24/06), 185.689 pessoas foram imunizadas, sendo 132.223 em primeira dose e 53.475 em segunda.

MAIS LEITOS: Apesar das medidas de restrição de mobilidade e atividades econômicas adotadas pelo governo do Estado e do município, o vírus continua se movimentando de forma intensa, portanto, não é hora de baixar a guarda. “Quando assumimos a gestão, em janeiro, a cidade contava com 86 leitos de UTI e 99 de enfermaria para o atendimento de pacientes com Covid-19. Fizemos uma força-tarefa para ampliar o acolhimento desses pacientes e ampliamos a oferta destas vagas que atualmente são 158 de UTI e outros 194 de enfermaria”, ressalta Filemon Silvano, secretário Municipal de Saúde.

Filemon ressalta que, em breve, a cidade ganhará mais 42 leitos para atendimento Covid em anexo à UPA Piracicamirim. As obras começaram nesta semana. “É um investimento necessário para dar um alento aos piracicabanos acometidos pela doença”, disse. Hoje, 24/06, a taxa de ocupação de leitos SUS para UTI é de 98% e de 64% para enfermaria. Na rede privada, a ocupação de leitos de UTI é de 83% e de enfermaria 78%.

RESPIRAR: Outra ação que colabora com o baixo índice de Letalidade é o projeto Respirar, que segue atendendo os pacientes com sintomas gripais, acompanhando e monitorando-os por meio da oximetria com intuito de evitar a hipóxia silenciosa nas 51 USFs (Unidade de Saúde da Família) da cidade. Na última semana, o Projeto fez o primeiro atendimento de 1.988 pessoas, com 1.198 testes de antígeno realizados e 365 resultados positivos. Atualmente, são 4.297 pacientes monitorados pela Atenção Básica.

Para participar do projeto, a orientação é que, durante a semana em dias úteis, as pessoas com sintomas de Covid-19 procurem uma USF das 13h às 17h para atendimento, ou ainda sua unidade (UBS ou CRAB) de origem para orientações. Nos finais de semana e demais horários, os pacientes devem continuar a procurar a UPA Piracicamirim e a COT (Central de Ortopedia e Traumatologia) que atualmente é referência de urgência no atendimento a Covid-19 em Piracicaba.

“O projeto tem dado muito certo na cidade e isso é notado pela estabilidade no número de óbitos por Covid-19 a partir de maio. Aumentamos as testagens junto à população, utilizando os testes de antígeno, teste rápido sorológico e o PCR-RT buscando, ao máximo, o diagnóstico precoce do paciente e a tomada das medidas de isolamento social e acompanhamento médico em tempo adequado. Além disso, investigamos pela oximetria os casos de hipóxia silenciosa, evitando agravamento da doença e também internação, consequentemente reduzindo a letalidade pela Covid-19”, destaca Augusto Muzilli Jr., subsecretário de Saúde de Piracicaba.

O exame RT-PCR é realizado com agendamento feito pela própria equipe de saúde nas seguintes unidades: UBS Planalto, UBS Caxambu, CRAB Cecap, CRAB Vila Cristina, CRAB Piracicamirim, USF Mário Dedini (prédio do CRAB Mário Dedini).

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