Conespi destaca luta dos sindicatos para manter direitos dos trabalhadores mesmo na pandemia

Ao fazer retrospectiva ao longo destes quase um ano e meio da pandemia do coronavírus, a diretoria do Instituto Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) destacou, nesta manhã de quinta-feira, 08 de julho, que mesmo assim, com todos os percalços enfrentados em função da covid-19, os sindicatos tiveram que se reinventar para manter a atividade econômica, os empregos, a renda dos trabalhadores, através das convenções coletivas, e inclusive garantindo a manutenção de ambientes saudáveis de trabalho. O encontro, realizado no clube do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, com todos os participantes seguindo os protocolos de segurança em função da pandemia, teve a finalidade de iniciar um novo processo do Instituto Conespi para definir novas ações pós pandemia e também para esse período de transição, que só está sendo possível em função da vacinação da população.

O presidente do Instituto Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos metalúrgicos, destaca que os sindicatos, mesmo em meio à pandemia, não baixaram a guarda e atuaram firmemente, realizando as  campanhas que levaram às negociações salariais e garantiram, no mínimo, a manutenção do poder de compra dos salários, inclusive com ganhos reais. “Os sindicatos, mesmo nesse terrível momento, conseguiram mostrar, mais uma vez, que são fundamentais para garantir os direitos dos trabalhadores, que não são dados, mas sim conquistados, fruto de muita luta e ações, desenvolvido a partir de uma estratégia que é pensada pelo movimento sindical”, destaca.

A partir de agora, de acordo com  Juca, o Instituto Conespi estará traçando novas ações para atuar nesse período de transição, em que, com maior número de vacinados, muitos trabalhadores estão começando a deixar de trabalhar em home office, assim como para conviver em uma possível endemia que o covid-19 poderá se concretizar. Nesse planejamento conjunto dos sindicatos para novas atividades está no  horizonte a participação nos atos “Fora Bolsonaro”, programados para o próximo dia 24, em defesa do  auxílio emergencial, emprego, renda e desenvolvimento econômico. “Além disso, muitos sindicatos estão concluindo as negociações salariais do primeiro semestre e começando a preparar as deste segundo semestre, e precisam trabalhar dentro deste novo cenário, com uma inflação que está quase chegando a dois dígitos. Sem a intervenção dos sindicatos, certamente, os trabalhadores perderiam muito nesse cenário de inflação, em que muitos produtos tiveram seus preços disparados”, ressalta.

O vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, ressalta que o trabalho dos sindicatos nunca foi fácil e que cabe, sim, ao Conespi, enquanto instituição, que representa cerca de 200 mil trabalhadores da ativa e aposentados de Piracicaba e região, também fortalecer suas ações na sociedade, trabalho que tem sido feito principalmente através dos conselhos. “O Conespi está em pelo menos 12 conselhos da cidade, que são fundamentais para que a sociedade tenha sua participação nas decisões que interferem no dia a dia da população, seja na educação, na saúde, na geração de trabalho e renda, no transporte, na segurança, enfim, na maioria. Portanto, vamos, sim, traçar novas ações e coloca-las em prática para que possamos garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores e à nossa gente, através da apresentação das demandas da sociedade”, completa.

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