Comitiva realiza visita técnica para estudar melhor aproveitamento do Engenho Central

Ocupação dos espaços públicos é uma das bandeiras da Administração do prefeito Luciano Almeida

Uma comitiva formada por secretários, diretores e assessores realizou uma visita técnica às instalações do Engenho Central de Piracicaba, na manhã de sexta-feira, 12/03, com o objetivo de conhecer e avaliar os 23 barracões do espaço para melhor ocupação do complexo. A vistoria teve início no Bloco 3, próximo aos prédios que abrigam as secretarias da Ação Cultural (Semac) e de Esporte, Lazer e Atividades Motoras (Selam), e foi encerrada com a ida aos armazéns. A utilização e ocupação dos espaços públicos é uma das bandeiras da Administração do prefeito Luciano Almeida.

“Visitamos todos os barracões para entender o contexto que existe no Engenho. Alguns barracões têm nível de tombamento muito alto, o que significa que eles podem receber poucas intervenções. A limitação é muito grande, considerando a parte histórica arqueológica também. Temos que usar a criatividade, conservando o patrimônio e aproveitando as suas origens”, disse Daniel Rosenthal, presidente do Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba).

Participaram da atividade os secretários Adolpho Queiroz (Semac), Hermes Balbino (Selam) e José Luiz Guidotti Júnior (Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo), a diretora de Turismo, Rose Massarutto, e o diretor de Comunicação Social, Antonio Carlos Bonassi. A visitação contou também com as presenças do diretor do Engenho, Antonio Padovan, e dos assessores de gabinete Alex Gama Salvaia e Juliana Baccarin, além de Marcelo Cachioni, arquiteto e diretor do Departamento de Patrimônio Histórico (DHP).

“O Engenho tem potencial para muitas atividades. Nós conhecemos exemplos do mundo inteiro em relação ao reaproveitamento de estruturas industriais já desativadas. Os prédios têm capacidade para abrigar as mais variadas iniciativas: equipamentos culturais, instituições e, como existem edifícios de vários tamanhos, podem servir até mesmo para a instalação de infraestrutura, como restaurantes”, explicou Cachioni.

Fundado em 1881, à margem direita do rio Piracicaba, o Engenho Central foi desativado em 1974. Atualmente, é reconhecido como patrimônio histórico da cidade, sendo tombado pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural) em 1989. Além da Semac e da Selam, o espaço sedia eventos sócio-culturais e também abriga o Teatro Municipal Erotides de Campos e o Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação de Humor Gráfico de Piracicaba (CEDHU).

“O objetivo é definitivamente dar um destino e ocupação para todo o complexo do Engenho, que nas últimas décadas não teve projetos executados. Se não ocuparmos de uma forma inteligente, em benefício do município, o espaço vai se deteriorar e nós vamos perdê-lo. O objetivo inicial é tentar transformar isso em um grande centro cultural e gastronômico. O Engenho é um dos ícones da cidade, está na alma do piracicabano. Concentrar aqui toda essa parte cultural, incluindo o atrativo gastronômico, é uma forma da população de Piracicaba, e também para quem é de fora, usufruir dessa riqueza histórica”, complementou Rosenthal.

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