Apeoesp amplia mobilização para ato público e greve no dia 18

Apeoesp amplia mobilização para ato público e greve no dia 18

Com a finalidade de pressionar o governo do Estado de São Paulo, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) vem mobilizando a categoria para a deflagração de greve nacional da educação nesta próxima quarta-feira, dia 18 de março, que será marcada por assembleia em São Paulo, na Praça da República, a partir das 14 horas, seguido de ato público unificado do funcionalismo, juventude e centrais sindicais. Como forma de definir estratégias visando a mobilização da categoria, a Subsede da Apeoesp em Piracicaba promove reunião de representantes de escolas neste sábado, 14 de março, a partir das 10 horas, evento que contará com a participação da presidenta da entidade, a deputada estadual Professora Bebel (PT).

Os professores estão reivindicando reajuste salarial de 29,25%, incluindo o reajuste de 10,15% conquistado pela entidade na Justiça e até hoje não pago, assim como carreira justa para o magistério, além da revogação do Decreto 61.132, que estabelece a política de “reajuste zero” para os servidores estaduais. Na pauta de reivindicações estão ainda a não à militarização e privatização da escola pública, pela aplicação da Lei 11.738 (Piso salarial e jornada do piso), contra o autoritarismo do governo Doria e liberdade de organização e atuação sindical, além da reabertura das classes fechadas; desmembramento das classes superlotadas;  redução no número máximo de estudantes por classe para 25 em todos os níveis; melhorar as condições de trabalho; melhorar a manutenção e estabelecer um plano de reformas nas escolas, bem como equipá-las adequadamente; melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência; revogação da lei 1041/2008 (lei das faltas médicas); retomada do processo de regulamentação dos 3 novos níveis e 3 novas faixas da carreira do magistério criados em 2011; instituição do Sistema Estadual de Educação, responsável pela articulação, em regime de colaboração, e pela consecução das diretrizes, metas e estratégias do PEE; criação de uma instância permanente de negociação e pactuação entre o Estado e os seus Municípios, que garanta o fortalecimento do regime de colaboração; alteração da composição do Conselho Estadual de Educação, garantindo a participação dos diversos segmentos da comunidade educacional e implementação integralmente do Plano Estadual de Educação.

A deputada Professora Bebel diz que o governador do Estado de São Paulo, João Doria, e seus principais secretários anunciam medidas que vão prejudicar, e muito, a vida dos servidores públicos estaduais. “Com apoio da bancada de deputados governistas, aprovaram a PEC 18, da reforma da previdência dos servidores estaduais, abrindo caminho para a instituição do subsídio, forma de pagamento até então permitida apenas para cargos eletivos e instrumento central da chamada  nova carreira, mas vamos responder nas ruas a estes ataques e defender a nossa carreira”, diz ela, sendo crítica severa à esta proposta.

Para a presidenta da Apeoesp, a “nova carreira” é um ataque e um engodo. “O pagamento por subsídio irá nos tirar o direito à sexta parte, quinquênio, ALE (Adicional Local de Exercício), GTCN (cursos noturnos) e quaisquer adicionais. Queremos uma carreira justa, que valorize os professores desde o ingresso até a aposentadoria. Não aceitamos o desmonte da nossa carreira!”, ressalta, destacando que neste movimento também será defendido o Fundeb permanente e pela veiculação de recursos para a educação.

 

 

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