Acipi promoveu palestra sobre situação e perspectiva da economia nacional

Com o tema “Para onde vai nossa economia e como podemos nos preparar?”, a Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) promoveu na última terça-feira, 16 de abril, a palestra ministrada pelo economista Silvio Campos Neto com a presença de 150 pessoas no auditório da entidade.

Na ocasião, o presidente da Associação, Luiz Carlos Furtuoso, ressaltou que o empreendedor tem de se inteirar para que possa conduzir seus negócios. “É muito importante ter visão e conteúdo, sejam alternativas ou tendências, pois, a partir delas, o empresário consegue se planejar melhor para o que vem pela frente, enfrentando as dificuldades e aproveitando os momentos de bonança que esperamos”, disse.

Foto: Divulgação

Também presente, o diretor da Acipi Escola de Negócios, Thiago Salgado, se pronunciou enfatizando o papel da entidade. “O objetivo é trazer para Piracicaba profissionais com temas importantes que possam ajudar os empresários com os seus negócios, para compartilhar o que estão observando e o que esperar frente a cada contexto”, apontou.

O viés social também foi destacado no evento que teve renda revertida a causas sociais atuantes na cidade. Serão beneficiados com o valor arrecadado na palestra, a Casa do Bom Menino e o Centro de Reabilitação de Piracicaba.

Análises e Perspectivas:

Durante a palestra, Campos enfatizou os pontos positivos do país, como a existência de um mercado interno robusto, a alta competitividade no agronegócio e na indústria extrativa, o sistema financeiro sólido, elevado nível de reservas internacionais e instituições democráticas sólidas (como, por exemplo, os veículos de comunicação, a sociedade reativa à inflação, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, judiciário independente e as demais instituições que fortalecem a democracia), fatores importantes que contribuem com um horizonte mais positivo.

Somado a isso, de acordo com o economista, o cenário internacional, ainda que desafiador, não se mostra preocupante, mesmo com a atual situação de parceiros comerciais importantes como a China, que está em gradual processo de desaceleração, e a Argentina, em forte recessão, pois, por outro lado, as taxas de juros se mantêm baixas por todos os principais mercados (americano, europeu e japonês), mantendo o cenário estável para o país.

Ainda, conforme a apresentação de Campos, o mercado interno aponta problemas. Segundo ele, o destaque e principal vulnerabilidade está na situação crítica das finanças públicas nas três esferas de governo: municipal, estadual e federal, o endividamento de empresas, setores-chaves como o da construção e o, recorrente, risco político.

Dada essa situação, o palestrante frisou a importância da aprovação da Reforma da Previdência, o que daria continuidade a uma série de reformas estruturais já iniciadas (Reforma Trabalhista, Lei de Terceirização, Lei de Estatais, Teto de gastos, Taxa de Longo Prazo) e que, de acordo com ele, traria condições para uma retomada positiva da economia nacional, pois traria projeção de estabilização e queda futura da situação fiscal interna.

“A agenda reformista é fundamental. O Brasil negligenciou essa agenda por muitos anos e agora a está destravando. Mas, para que essa agenda tenha sequência com medidas, realmente, importantes, o mundo político tem que dar a sua contribuição. O governo tem que conseguir alcançar o mínimo de consenso junto ao Congresso de que reformas, como a da previdência e a tributária, são fundamentais para o futuro da economia”, apontou o economista.

Conforme as projeções da Tendências Consultoria Integrada apresentadas, tendo em vista a aprovação das reformas, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional deve evoluir de forma moderada, crescendo 2% em 2019 e com mais força em 2020 (2,6%) e 2021 (2,7%), assim com a situação fiscal deve passar a se estabilizar e entrar em declínio até o final da próxima década.

Ao final da exposição, a empresária, Carolina Bianchim, da Padaria Di Pappi, ponderou sobre a palestra. “O palestrante trouxe bastante informação relevante e tudo que foi apresentado faz com que a gente tenha mais fundamento para tomar as decisões do dia a dia da empresa. Há uma perspectiva de melhora um pouco lenta, depende muito de fator político, infelizmente, mas acredito que a tendência, para os próximos anos, é de melhora”.

 

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