CCZ registra dois novos casos de raiva em morcego na cidade

No ano já são sete confirmações; novos casos foram no Morumbi e Água Branca

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) registrou mais dois novos casos de raiva em morcego em Piracicaba, em 2021, confirmado após análise do CCZ-SP. Com isso, no mês de agosto foram três casos e, no ano, sete. Os dois novos casos foram de morcegos recolhidos nos dias 26 e 27 de agosto e enviados para análise e confirmado para raiva no dia 31. Os dois animais estavam mortos. Um foi encontrado no quintal de uma residência, no bairro Morumbi, e o outro no quintal de uma residência no bairro Bosque da Água Branca. Os demais casos registrados foram nos bairros Vila Rezende, Parque Orlanda, Campestre, Santa Rosa e São Dimas.

Nestes dois novos casos, os morcegos são da família Molossidae e espécie Molossus molossus, sendo de hábito exclusivamente insetívoro, ou seja, se alimentam de insetos e representam a espécie mais comum em centros urbanos. “Eles se adaptaram muito bem à cidade onde têm grande oferta de alimento, promovida pelos insetos atraídos pela iluminação urbana, além dos abrigos favorecidos pela arquitetura dos imóveis. Além disso, podem formar colônias de dezenas até mais de 400 indivíduos”, destaca da bióloga do CCZ, Regina Lex Engel.

Embora possam transmitir a raiva a outros animais ou ao homem, por meio do contato acidental ou ativo, no caso de morcegos hematófagos (vampiros), conforme explica Regina, os morcegos, em geral, ocupam um papel ecológico muito importante no ecossistema. “Além da dispersão de sementes, promovida pelos morcegos frugívoros, os polinívoros promovem a fecundação das flores, levando o pólen de uma planta a outra. Já os insetívoros podem comer de centenas a milhares de insetos por noite, fazendo um grande controle no ambiente desses artrópodes transmissores de doenças e nocivos, tanto à saúde do homem e outros animais, quanto à agricultura”.

Somente este ano, o CCZ já recolheu e enviou para diagnóstico da raiva, aproximadamente, 185 morcegos. No ano passado, ao todo, foram cerca de 300 animais recolhidos, com seis positivos para a doença, sendo que dois desses positivos foram recolhidos no Parque Orlanda, um no Jupiá, um no Centro, um no Pau D’Alhinho e um na Vila Independência.

ALERTA – O CCZ alerta para que cães e gatos que não estejam com a vacina antirrábica em dia, sejam vacinados, já que ficam expostos à contaminação, uma vez que existe circulação do vírus na região.

Ainda de acordo com o CCZ, neste ano, o repasse da vacina antirrábica pelo Estado foi reduzido. A orientação é que os proprietários dos animais procurem uma clínica veterinária ou uma agropecuária para que sejam imunizados. “Lembramos que, independentemente dos diagnósticos de raiva no município, seu animal deve ser vacinado todos os anos”, afirma Regina.

No caso de animais com contato com morcegos, a orientação é que entrem em contato com o CCZ pelo telefone 3427-2400.

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