Moradoras de Águas de São Pedro fazem doação a UTI Neonatal da Santa Casa de Piracicaba

Moradoras de Águas de São Pedro fazem doação a UTI Neonatal da Santa Casa de Piracicaba

 

Eles são lindos, coloridos, fofinhos e podem aumentar a sensação de conforto e segurança dos bebês prematuros internados na UTI Neonatal da Santa Casa de Piracicaba.

São os polvos de crochê, confeccionados por voluntárias com a proposta de proporcionar aos bebês sensação semelhante àquela que sentiam quando ainda estavam no útero da mãe, uma vez que os tentáculos podem simular o contato do bebê com o cordão umbilical.

“Tem sido uma experiência maravilhosa contribuir para o bem estar e para a qualidade de vida desses bebes, que chegam a permanecer por até três meses na incubadora”, disse a. Idair Orsi Rizzolo, 83, que recentemente produziu e doou 30 polvinhos à Instituição com apoio das amigas Maria Neusa, Marli, Cláudia e Elisabeth, moradoras da Estancia Hidromineral de Águas de São Pedro.

Ela conta que é aposentada e há tempos juntamente com suas amigas desenvolvem ações sociais em benéfico do próximo.

Maiby Marocco Parazzi, enfermeira coordenadora da UTI Neonatal e da UTI Pediátrica da Santa Casa de Piracicaba, revela que apesar de não existir estudos científicos que comprovem o efeito que o polvo exerce no recém-nascido, os inúmeros relatos e a possibilidade de “dar certo”, estimulou a implantação do projeto no Hospital.

“O polvo ajuda a criar um ambiente lúdico na UTI que, naturalmente, acaba se tornando um ambiente frio”, observa Maiby. Ela lembra que a incubadora é um local aquecido em que o bebe permanece envolto em rolos e tecidos e que o polvo traz mais aconchego a este espaço.

Segundo Maiby, para iniciar o projeto, a equipe foi adaptando a ideia do polvo de crochê, para que ele se tornasse um objeto seguro para os bebês. “Para garantir a higienização interna e externa, o polvo é feito com espuma siliconada, fio 100% algodão e pontos bem juntinhos”, conta a enfermeira, lembrando que os polvos são lavados e esterilizados uma vez por semana.

Maiby revela que, além das crocheteiras Dona Iolanda, Fátima, Dona Dionete e Dona Idair, o Projeto Polvo na Santa Casa conta a imprescindível parceria da Loja Tear.

“Nós orientamos quanto aos detalhes do modelo e elas executam tudo com conhecimento e muito carinho”, disse.

Ela conta que o projeto foi instituído há cerca de três anos no Hospital e, nesse período, tem sido possível observar que o polvo realmente ajuda a acalmar os bebês. “Para que a criança nunca fique sem o polvo, ela ganha dois; e quando tem alta, leva ambos para casa”, disse.

A coordenadora revela que, além de diminuir o estresse do recém-nascido na UTI Neonatal, o polvo é utilizado também na UTI Pediátrica como brinquedo lúdico.

“Os polvos fazem parte de um projeto maior, o Filhos Valentes, implantado com o objetivo de tornar o ambiente de UTI mais humanizado para melhor acolher as crianças e seus pais em momentos difíceis”, conta lembrando que o estado permanente de estresse na UTI eleva a ansiedade e provoca apreensão, o que justifica a presença da psicóloga hospitalar  e a implantação dos Projetos Polvo, Mãe Canguru, Filhos Valentes e Caminho dos Valentes, para o suporte necessário à família.

 

 

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