Bebel denuncia autoritarismo do governo Doria contra carreata em protesto à volta das aulas

Bebel denuncia autoritarismo do governo Doria contra carreata em protesto à volta das aulas

A presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino
Oficial do Estado de São Paulo), a deputada estadual Professora
Bebel (PT) considerou autoritária e truculenta a medida adotada
pelo governador João Doria para impedir a carreata de professores
em direção ao Palácio dos Bandeirantes, nesta tarde de quarta-
feira, 29 de julho, em São Paulo, contra a volta às aulas
presenciais. O governo estadual colocou a PM para impedir a
aproximação dos professores, de diversas regiões do Estado, que
realizaram carreata saindo do Estádio do Morumbi em direção ao
Palácio dos Bandeirantes, contra a volta às aulas presenciais e por
salário e auxílio emergencial para professores das categorias O, S
e V.
Para a deputada Bebel, "Doria é tão autoritário e genocida quanto
Bolsonaro. Quer colocar a vida de milhões de estudantes, de
centenas de milhares de profissionais da educação e das famílias
em risco. Não aceitamos. Em defesa da vida, não voltaremos às
aulas presenciais e iremos à greve, se necessário", enfatizou ela,
que foi impedida por um grupo de policiais de se aproximar do
Palácio dos Bandeirantes, por determinação do governador.
O movimento, organizado em parceria coma a  CUT (Central
Única dos Trabalhadores), também contou com a participação dos
servidores da saúde, mobilizados pelo Sindisaúde. “É um
segmento fundamental nesse momento de pandemia, que arrisca a
vida diariamente e é tratado com descaso e desrespeito pelo
Governo Doria”, diz a parlamentar e líder dos professores.
Para ela,  muitas escolas em São Paulo não têm infraestrutura
adequada e mantém salas improvisadas. "O governo deveria
aproveitar essa oportunidade para reformar as escolas, para que os
alunos voltem em segurança, após a pandemia", disse,

defendendo que é necessário investir em tecnologias para que
todos os estudantes tenham acesso às tecnologias.
Quando aos protocolos de saúde, como o uso de máscara e álcool
em gel, a professora Bebel ressalta que eles não são suficientes
para evitar a contaminação das crianças na escola. "Já é difícil
fazer com que a criança use máscara em casa, imagine em uma
sala com 15 alunos. Acho que estamos vivendo uma falsa
normalidade", enfatiza.
Caso ocorra de fato a volta às aulas presenciais em setembro, a
presidente da Apeoesp acredita que poucos pais levarão seus
filhos para a escola, o que causará uma desigualdade entre alunos,
já que uma parte dos estudantes receberá os conteúdos e outra
não. Além disso, o sindicato dos professores estuda convocar uma
greve da categoria, caso haja o retorno presencial. "Não teremos
nem aulas remotas", avisa.
Outra reclamação da Apeoesp é de que desde que começou a
pandemia, os professores temporários ficaram sem salários. "Nós
queremos que o governo crie uma renda emergencial para esses
professores", diz Bebel.
O presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, também concorda que a
volta às aulas traria riscos para a saúde dos professores e dos
alunos. "Não podemos concordar com a volta às aulas sem que
haja a comprovação de segurança sanitária e, hoje, não temos essa
garantia”, diz o presidente. A CUT vem apoiando o movimento
da APEOESP contra a volta dos alunos à escola. "Estamos
convocando todos os sindicatos e filiados para apoiarmos essa
mobilização contra o retomo presencial das aulas neste momento
por entender que a volta às aulas é algo que afeta toda a classe
trabalhadora e a sociedade”.

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