Parque Ecológico do Tietê pode receber o nome de Ruy Ohtake

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O deputado Edson Giriboni (PV) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa para dar o nome do arquiteto Ruy Ohtake ao Parque Ecológico do Tietê. Ohtake, falecido em 27 de novembro aos 83 anos, foi o responsável pelo projeto arquitetônico paisagístico do espaço, que lhe rendeu um Prêmio no X Congresso Brasileiro de Arquitetos, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil.

Inaugurado em 1982, o Parque Ecológico do Tietê ocupa 14 milhões de metros quadrados, da zona leste da capital até o município de Guarulhos. Foi criado para ajudar no combate à inundações da região metropolitana de São Paulo. Para Bruno Padovano, professor da FAU-USP, o projeto do Parque, afastando as marginais do curso do rio para respeitar sua várzea, é um dos mais relevantes, entre os mais de 300 criados pelo arquiteto.

Formado pela USP em 1960, o paulistano Ohtake trabalhou como professor universitário na Universidade Mackenzie e na Universidade Católica de Santos. Em 2007, recebeu o Colar de Ouro, maior condecoração do Instituto de Arquitetos do Brasil, mesmo ano em que foi contemplado com o título de Professor Emérito pela Universidade Católica de Santos, em 2009 recebeu o título de Professor Honoris Causa das Faculdades Metropolitanas Unidas e no ano seguinte da Universidade Braz Cubas. Em 2012, a Câmara Municipal de São Paulo concedeu Medalha de Anchieta e Diploma de Gratidão como reconhecimento de toda contribuição à cidade. Em 2019, foi eleito para a cadeira de número 39 da Academia Paulista de Letras.

Além do Parque Ecológico do Tietê, os projetos mais conhecidos de Ruy Ohtake são o Aquário do Pantanal em Campo Grande, a embaixada do Brasil em Tóquio, o Hotel Unique em São Paulo, o conjunto habitacional com os prédios cilíndricos e o polo educativo e cultural, ambos na comunidade de Heliópolis, também na capital paulista, assim como o Instituto Cultural Tomie Ohtake.

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