O aumento dos combustíveis e a importância da política

Embora em tempos de crise econômica e política, agravadas pelos correntes casos de corrupção, precisamos mais que nunca refletirmos sobre a importância da política, sobretudo da política elevada e não da política suja, como querem e praticam alguns. É fato que a política precisa ser diferente e isso parte de cada um dos seus “atores”, ou, seja, dos seus participes. Os cidadãos que escolhem e os cidadãos que se propõem a ser escolhidos. Ela define a vida das pessoas, como o preço das passagens dos ônibus, alvo de protesto no ano passado em todo o País, onde um bilhete unitário passou de R$ 3,50 para 3,80, um aumento percentual de 8,67% e nesta semana com o protesto em todo o País dos caminhoneiros pelo aumento dos combustíveis. Para ser ter uma ideia entre fevereiro e maio, o preço da gasolina que saiu das refinarias para as distribuidoras saltou de R$ 1,57 para R$ 2,08 e o do diesel, de R$ 1,81 para R$ 2,37. Já nas bombas, a alta foi de R$ 4,12 para R$ 4,28 para a gasolina e de R$ 3,38 a R$ 3,59 para o diesel, de acordo com os números da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que acompanha os preços em todo o País. A variação é reflexo da política de preços vigente desde 2016 na Petrobras, que passou a acompanhar as oscilações internacionais ou seja uma decisão estritamente governamental e adotada pelo governo do presidente Temer, que confirma que as decisões políticas afetam a nossa vida. Para se ter uma ideia é precioso ter em mente que até 2015, os preços da gasolina e do diesel eram influenciados por decisões do governo, que chegou a usá-los como instrumento para controlar a inflação, com prejuízo bilionário para o caixa da estatal Petrobrás, mas que acabava segurando os preços. Agora o governo resolveu passa-los aos consumidores. Portanto, mais do que nunca é hora de pensar. Todas as contas estão sendo repassadas aos consumidores e é assim que querem também fazer com a reforma previdenciária, jogando nas costas do povo um fardo ainda mais pesado! Não podemos simplesmente aceitar, temos que exigir um debate e mais transparência! Até mesmo vendo o acordo anunciado hoje (quinta-feira, quando este artigo foi feito) já comecei a refletir o quanto isso custará para todos nós brasileiros! Há muito tempo atrás, o pensador Bertold Brecht afirmou: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”. Por isso não devemos nunca esquecer que: “O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam”.  Portanto devemos todos estarmos cada vez mais conscientes de nosso papel.

 

Francisco Duarte,

Presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro) em

São Pedro. E-mail:

crifranciscocardoso@gmail.com

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