INTELIGENCIA PROFISSIONAL: Vale a pena ser bom!

Antônio de Carvalho

Antônio de Carvalho

O que é ser um bom profissional? Será que basta estar bem preparado para o serviço que faz? Será o que erra menos ou o que dá mais lucro? Quem faz bem feito, mas não cumpre prazos de entrega, é um bom profissional? A dificuldade em responder objetivamente estas perguntas já evidencia que não é tão fácil conceituar o bom profissional.

Qualquer que seja a ideia do que caracteriza um bom profissional, ela inclui virtudes pessoais e profissionais, pois, só se destaca profissionalmente, a pessoa que se aproxima da excelência naquilo que faz. Entretanto, o preparo para o serviço é indispensável, porém insuficiente para a excelência, já que para ser um bom o profissional tem de apresentar, simultaneamente, uma série de qualidades e todas elas são importantes.

Você deve conhecer alguém que é ótimo pedreiro, eletricista ou técnico em qualquer coisa, mas não é um bom profissional, porque não cumpre os prazos combinados, ou seja, diz que faz hoje e só volta dois dias depois, mesmo assim, após desgastante procura.

Quantas pessoas que trabalham bem, mas não são bons profissionais em razão do alcoolismo, por exemplo? Outro requisito essencial ao bom profissional é a honestidade, vez que, normalmente, prefere-se contratar um profissional honesto, ainda que não seja tão técnico, a outro mais bem preparado, mas que sabidamente é desonesto ou mentiroso.

O profissional deve saber que a sua conduta pessoal e a postura no serviço não podem prejudicar a empresa, os colegas e, muito menos, os clientes. A desorganização é outro veneno que inviabiliza o sucesso, pois o desorganizado não consegue cumprir o que promete e acaba perdendo a credibilidade. Ah! Para transmitir confiança no serviço é também preciso atualizar-se constantemente.

Diante disso, para que o profissional seja bom é necessário ter preparo e conhecimento sobre o que faz; é preciso ser organizado e responsável, além de ser honesto e de não ter vícios que o denigra no trabalho. Reunir tudo isso já não é tarefa muito fácil, mas acrescento que para ser bom mesmo, ainda é necessário ser facilitador e saber lidar com as pessoas.

Aliás, John D. Rockfeller disse: “Pela habilidade para lidar com as pessoas pagarei mais do que por qualquer outra habilidade imaginável”, e para confirmar que ele tem razão, basta verificar que ninguém suporta trabalhar com encrenqueiros, invejosos, arrogantes ou mal-humorados, ainda que sejam bons tecnicamente, não é verdade?

Quem trabalha para facilitar a vida dos outros, mesmo que não seja o melhor técnico no que faz, acaba sendo mais bem avaliado do que um bom e grosseiro técnico. Saber lidar com gente é tão importante que gerentes e patrões só são considerados bons gestores se possuírem a habilidade de comprometer os colaboradores em seus projetos e iniciativas.

Mais um requisito que um profissional exemplar deve ter é a facilidade para trabalhar em equipe, pois há pessoas que são excelentes nos trabalhos individuais, mas que não conseguem atuar em equipe. Quem tem dificuldade para entender que é preciso trabalhar em equipe ou para a equipe, cada vez mais, está perdendo espaço no mercado de trabalho.

Enfim, não é tão fácil ser bom profissional ou um gigante profissional, como costumo dizer; entretanto, em síntese, tão importante quanto preparar-se para a tarefa que desempenha, é facilitar a vida dos colegas de trabalho, dos clientes e da empresa em que trabalha.

Leitor, já que, enquanto a fama dos bons profissionais corre, a dos ruins voa, uma vez que se fala muito mais dos maus exemplos; espero que você seja um bom profissional e saiba que vale a pena ser bom.

 

Antônio de Carvalho – Consultor e palestrante sobre motivação, atendimento ao cliente e qualidade de vida no ambiente de trabalho.

 

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