Faesp salienta que Pronampe soma-se ao Plano Safra para ampliar crédito

Entretanto, juros do novo programa, assim como os das linhas específicas de crédito agropecuário, precisam ser menores

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio Meirelles, disse que aprovação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) como instrumento permanente de crédito é importante para o setor e toda a economia brasileira. Por essa razão, espera que o Senado vote rapidamente a matéria, agora aprovada na Câmara dos Deputados, e que a sanção presidencial também seja ágil.

“Temos, ainda, a expectativa de que os senadores revejam um ponto do texto aprovado pelos deputados: a possibilidade de as instituições financeiras cobrarem juros anuais de até 6%, mais Selic, que agora está em 3,5%. Isso fica muito pesado para pequenas e microempresas, em especial no setor agropecuário, onde as firmas desse porte normalmente representam a agricultura familiar”, pondera Meirelles. Para ele, o ideal é manter o que prevaleceu no Pronampe no ano passado, quando o programa não era definitivo, ou seja, juros de 1,5%, mais Selic.

“Corrigida essa questão, o Pronampe soma-se ao Plano Agrícola e Pecuário 2020/2021 como fonte muito bem-vinda de crédito para as micro e pequenas empresas”, observa Meirelles, ressalvando: “Cabe lembrar que, apesar de todos os aspectos muito positivos, os juros das linhas de crédito do chamado Plano Safra ainda ficaram acima da expectativa e há necessidade de aumento da subvenção do seguro rural e outros pontos a serem aperfeiçoados. Por isso, estamos levando ao governo propostas para corrigir esses pontos”, conclui.

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